Administrador municipal de Viana 'torra' 12 milhões de kwanzas em Calumbo - Na Mira do Crime
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Administrador municipal de Viana 'torra' 12 milhões de kwanzas em Calumbo

Administrador municipal de Viana 'torra' 12 milhões de kwanzas em Calumbo


A mania de fazer às coisas sem consultar à população, tem sido a bandeira de marca dos dirigentes do partido MPLA. Quando se trata de dinheiro, a gula toma conta dos ‘camaradas’ e fazem às coisas como bem apetece.

Por: Osvaldo de Nascimento

Quando a população aperta o cinto já sem furos, e faz contas para ter o que comer, mesmo quando já não há nada, surgem dos mais diversos sectores informações de como os políticos que governam o país brincam com os milhões do Povo.

148 milhões de kwanzas para que Big Nelo, que até não se lhe conhece nenhuma experiência em composição da música tradicional angolana, conduzisse o Hino do 45.º aniversário da Independência Nacional. Nem o Hino Nacional custou metade, da metade da outra metade deste dinheiro.

Na Quiçama onde povo vive atirado à própria sorte, uma escola de sete salas, imaginem, vai custar 146 milhões de kwanzas.

Quando ainda estávamos todos a tentar perceber a prioridade política dos camaradas, eis que em Viana, o administrador municipal  deslocou-se a Comuna de Calumbo e distribui 16 canos aos pescadores, sem  motores, avaliadas em 12 milhões de kwanzas.

Cada canoa de madeira, feitas as contas, custou aos cofres do Estado 750 mil kwanzas. Sim, senhor, esta é a prioridade de Fernando Eduardo Manuel.

Porém, não foi dita a forma, onde e quem construiu as canoas, uma vez que, lembramos, o país é rico no principal material usado nesta obra, e há, até onde sabemos, vários troncos atirados não sei aonde, apreendidos da exploração ilegal. Mas, regressemos a história de Calumbo, ficou patente que os pecadores questionaram o preço e por que a construção de canoas sem motores? Daí a resposta do político, imaginem, é para não afugentar os peixes…

Boa parte destes mesmos pescadores tem construídos as suas canoas, e em conversa privada com um deles, segredou ao Na Mira que, com metade deste dinheiro (750 mil kwanzas) construía a sua própria canoa. Como já disse alguém, com os 12 milhões de kwanzas, cantava melhor que Pavarotti.

O problema destes governantes, em particular o administrador de municipal de Viana, Fernando Manuel, é que trabalham sem programas, estão mais preocupados em ‘aparecer’. Senão vejamos, já estamos em época chuvosa, mesmo a poucos metros do seu gabinete, está um buracão que fechou uma rua e impede a circulação de pessoas e meios rolantes, é um autêntico perigo, e não vamos aqui citar à rua para que o governante saia do seu gabinete e faça algum exercício.

Há dezenas de crianças a mendigar no largo da Administração Municipal, se o administrador baixar o vidro fumado quando for sair do seu escritório, vai perceber.

Nos vários Distritos que compõem o município satélite, Senhor administrador, as obras de terraplanagem continuam suspensas, ou seja, não se faz praticamente nada para acudir as zonas mais críticas. Dê um salto ao Distrito da Baia, preocupam-se mais em arranjar a rua do Mercado do 30 onde recebem milhões de kwanzas, e ‘estão nem aí para as demais ruas’.

Há apenas um posto médico de três salas para acudir as milhares de crianças que aí procuram saúde.

É preciso inovar, ter ideias procurar ter contacto directo com a população para conhecer as suas prioridades, os seus problemas.

No bairro Tande, por exemplo, a população não tem energia eléctrica, há anos que luta para ter esse bem, é importante que a administração abandone o conforto do gabinete e, junto de outras entidades, faça o seu devido trabalho. Não há água em boa parte dos municípios de Viana, as ravinas tomam conta de vários bairros, há famílias a morrerem de fome, e não se vê o rosto de Fernando Manuel nestas ocasiões. Desta forma, e como o governo central deposita milhões nas contas das administrações para acudir situações pontuais, é imperioso que a Inspecção Geral da Administração do Estado (IGAE) fiscaliza estes senhores, para saber como está a ser usado o dinheiro de todos.

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