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Arrendado pela sua empresa: Administrador de Talatona furta-se em devolver imóvel alheio

Arrendado pela sua empresa: Administrador de Talatona furta-se em devolver imóvel alheio


O Administrador do município de Talatona, Rui Josefo Duarte está a ser acusado de apoderar-se de imóvel, descrito na matriz predial da Repartição de Finanças do 2º bairro Fiscal sob nº 7046 fls.100 do livro B-24, na rua Comandante Cheguevara nº 173, Bairro do Maculusso, destinado a habitação ocupado pela sua empresa ANGOÁERA, LDA.

Por: Matias Miguel

De acordo com Edna Sales da Cruz Gorita e Ernesto João Francisco Gorita (herdeiros), estão num braço de ferro com o Administrador Rui Josefo Duarte. Em causa está uma residência arrendada pela então progenitora Isabel José da Cruz Ricardo (já falecida), no ano de 2013 dia 18 de Abril.

Recorrendo ao NA MIRA DO CRIME para fazer-se ouvir, Edna da Cruz Gorita, acusa o administrador de não cumprir com aquilo que está estipulado no Contrato de Arrendamento do imóvel celebrado, furtando-se a efectuar os pagamento justos e nas datas acordadas.

“Assinei um contrato com o senhor Rui Josefo Duarte, ex-administrador das Ingombotas por cinco anos renováveis. No primeiro e segundo ano cumpriu na íntegra, no terceiro ano começou a vacilar, e no quarto ano, demarcou-se de efectuar os pagamentos conforme o estipulado”, denunciou a senhora, acrescentando que todas as tentativas encetadas para contactar o inquilino e acertar o contrapasso do contrato, Rui Duarte tem se mostrado indisponível.

“Pelas fintas do sr. Rui Duarte, decidimos enviar-lhe uma carta de rescisão do contrato, mesmo assim não aceita, argumentado que fez obras no imóvel e que não pode sair. De princípio, estipulamos um valor reduzido porque ele teria que pagar as obras, passados os cinco anos, passaria a pagar outro valor que é o justo em função da dimensão do imóvel”, apontou, sublinhando que, ultrapados os cinco anos que o contrato deveria ser renovado para mais cinco anos, Rui Duarte voltou a dar fintas alegando estar ausente do país, situação que fez com que o contrato se renovasse automaticamente.

“Andei atrás dele para acertarmos o valor justo, mas como ela não concordou, convidei-lhe a abandonar a residência”.

Inquilino estipula valor das rendas

Edna Sales da Cruz Gorita, acusa ainda o actual administrador das Ingombotas de estipular, a seu bel-prazer e, de forma unilateral, um valor que, de vez enquanto, vai transferindo na conta dos senhorios, situação que não está a ser bem gerida pelos proprietários do imóvel.

“Uma vez à outra, quando lhe apetece, atira um valor na conta bancária, mas nunca é o valor acordado. Ele alega que não aceita pagar o valor acordado, por iniciativa própria, como se a residência fosse dele. Neste sentido, criou um valor que tem depositado na conta bancária, o que é irrisório”, apontou, sublinhando que, enquanto entidade governanmental, deve ser um bom cumpridor de contratos pois, este documento, espelha as condições, deveres e obrigações que ambos as partes devem ter, principalmente, pelo facto do mesmo estar reconhecido nos serviços notariados conforme atestam os documentos em posse deste Portal de Notícias.

Herdeiros chamam atenção ao Administrador

“Gostaríamos que o senhor Rui Duarte, caisse em si, reconhecesse que o imóvel não é sua pertença e entregasse o imóvel aos seus legítimos donos, porque temos necessidades, estamos a padecer e preciso ficar na minha casa”, solcitou, garantindo que prefere que o Administrador do município de Talatona, Rui Josefo Duarte abandone o imóvel e depois pague os valores em dívida.

Direito de resposta

O NA MIRA DO CRIME, contactou Rui Josefo Duarte, Administrador do Talatona, no sentido de ouvir a sua versão sobre os factos.

Contactado via telefónica, Rui Josefo Duarte  negou qualquer irregularidade no contrato de arrendamento existente entre a sua empresa e a Edna Sales.

"Não existe qualquer irregularidade no contrato que a senhora Edna evoca. pago todos os meses as rendas, mas o que ela quer, à todo custo, é a devolução do imóvel depois das obras feitas. Se ela quizer exigir algo a mais, deve dirigir-se aos tribunais para dirimir possíveis conflitos”, explicou, mostrando-se, contudo, disponível para se chegar a um entendimento extra-judicial.

“Eu ainda estou aberto para entendimentos com os herdeiros. Agora, se ela acha insuficiente o que deposito, então que vá ao tribunal queixar-se”, apontou.

Ao NA MIRA DO CRIME, em gesto de ameaça, Rui Josefo Duarte recomendou uma boa avaliação para este órgão de informação não cair também em processo de responsabilização em tribunal.

 

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