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Bandidos soltos pelo Ministério Público estão a ‘aterrorizar’ a população de Luanda

Bandidos soltos pelo Ministério Público estão a ‘aterrorizar’ a população de Luanda


O director de Segurança Pública da Polícia Nacional, comissário Orlando Bernardo, disse ontem na Unidade Operativa de Luanda, que há tranquilidade no país, apesar de alguns crimes violentos que volta e meia acontecem em Luanda.

Por: Wilmer Cahango

A alta patente da PNA, fez este pronunciamento, durante um encontro com membros da sociedade civil e jornalistas, enquadrado na apresentação de dados estatísticos criminais, dos meses de Agosto e Setembro do ano em curso.

O Polícia admite, também, que os assaltos que o país tem vindo a registar nos últimos dias, está alimentar o sentimento de insegurança no seio dos cidadãos. Neste segmento, associa esta intranquilidade ao actual momento político e pandémico.

De acordo com o oficial, estes factores está entre os motivos que têm propiciado este cenário que também já começou a preocupar as autoridades, sobretudo na província de Luanda.

A onda de assaltos que o país tem vindo a registar, com destaque para Luanda, para o responsável da segurança dos angolanos, estão a tomar contornos alarmante nos últimos dias.

Orlando Paulo Bernardo, considerou que nos últimos dois meses (Agosto e Setembro), registaram-se dez mil 788 crimes, “comparados com mesmo período do ano passado, estamos a tratar de menos de 572 delitos Criminais e foram esclarecidos 6 mil novecentos quatro," referiu.

De acordo com o Comissário Bernardo, nos últimos três meses, a onda de criminalidade  tende aumentar.

Nos meses em referência, o Comissário adiantou também que foram detidos sete mil e 307 cidadãos.

"As cadeias estão abarrotadíssimas. Diariamente, em todo o país, fizemos mais de 300 detenções, só em Luanda estamos a falar em mais de cem. É muito detenção", disse.

Ministério Público facilita os criminosos

Diante do actual cenário, o Porta-voz do Comando Geral da Polícia Nacional, lamentou o fraco desempenho do Ministério Público no tratamento dos processos dos cidadãos detidos, e que aguardam julgamento por muito tempo, facto que muitos deles têm sido soltos, e  voltam a cometer outros crimes.

O chefe de Operações do Comando Geral explicou que foram detidos recentemente 25 indíviduos altamente perigosos, acusados de crimes violentos com recurso a arma de fogo do tipo Kalashnikov, e que tinham saído recentemente da cadeia.

 Estes bandidos, segundo Orlando Bernardo, foram condenados e detidos nas cadeias das comarcas de Viana e Luanda, e fazem parte do leque dos 61 indivíduos detidos na província de Luanda, acusados da prática de crimes diversos, todos com recurso a arma de fogo, "dos quais, 18 por homicídio, um por tentativa de homicídio, dois por simulação de serviço de táxi, também em posse de arma de fogo, e 15 por ofensas à integridade física".

Polícia em prontidão com meios de trabalho ou sem eles

Com meios de trabalho ou sem eles, a alta patente da Polícia Nacional reconheceu que as forças da ordem têm o direito de mostrar trabalho para inverter o actual quadro.  “Não temos nada que nos justificar, a polícia é obrigada a dar paz e tranquilidade aos cidadãos", sentenciou.

 

 

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