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Salvador Freire denuncia falta de assistência médica a Zecamutchima

Salvador Freire denuncia falta de assistência médica a Zecamutchima


O Escritório de Advogados da Associação Mãos Livres denunciam a falta de assistência médica e ao líder do Movimento Protectorado Lunda-Tchokwe, que se encontra detido numa celas do SIC, em Luanda, desde o dia 8 Fevereiro do corrente ano.

Por: Wilmer Cahango

O advogado do líder do Movimento do Protetorado Lunda Tchokwe, Salvador Freire, em entrevista ao NA MIRA DO CRIME revelou que o estado de saúde de José Zecamutchima inspira cuidados.

"O que temos feito é levar alguns comprimidos na cadeia para acautelar a enfermidade que o nosso cliente está acometido, e como forma de evitarmos o pior. Ele é asmático e desde que foi detido nunca recebeu qualquer assistência médica, já uma vez teve uma recaída bastante brusca, precisava ir ao médico, nós fizemos tudo, mas encontramos muitos entraves”, explicou o advogado, acrescentando que o seu constituinte   precisa de cuidados médicos com urgência.

Adiantou também que o seu processo já tem despacho de pronúncia do Juiz, sendo que nos próximos dias, será transferido para à província da Lunda Norte, de onde está previsto o início da sessão de julgamento.

 Zecamutchima está a ser acusado pela justiça angolana de ter cometido crimes de rebelião armada e de associação de malfeitores na sequência dos tristes acontecimentos ocorridos a 30 de Janeiro do corrente ano, na Vila Mineira de Cafunfu, município do Kwango, na província da Lunda Norte.

 O Causídico esclareceu que o julgamento deve acontecer na província da Lunda Norte por ter sido lá onde teve lugar a ‘chacina’  que, segundo as autoridades, resultaram em seis mortos e um número incalculável de feridos.

"Felizmente já recebemos a pronúncia do Juiz, quer dizer que dentro de poucos dias vai haver a sessão de julgamento mas, o Zecamutchima, como sempre, continua aqui em Luanda, ainda não foi transferido para a Lunda Norte, estamos a espera que isso aconteça e, naturalmente nós advogados também teremos que nos deslocar para que ele tenha uma defesa condigna," adiantou.

Freire considerou o processo que corre trâmites na justiça angolana contra o líder do Movimento Protectorado Lunda-Tchokwe como um acto  político.

"É que na altura dos acontecimentos, o Zecamutchima se encontrava em Luanda, onde vive com a sua família", explicou. Outrossim, Salvador Freire perspectivou um desfecho pouco favorável ao seu cliente e justificou porque.

“As autoridades disseram na altura iriam fazer um inquérito e, até está altura, não sabemos o que se passa com esse inquérito, mas, o Zecamutchima já foi condenado publicamente, então, deste jeito, acredito que o que vai acontecer será nada mais, senão uma condenação nosso desfavor", lamentou.

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