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BPC no Bié - Pensionistas das FAA insatisfeitos com cobranças de 3 mil kwanzas para obtenção de extracto bancário

BPC no Bié - Pensionistas das FAA insatisfeitos com cobranças de 3 mil kwanzas para obtenção de extracto bancário


Decorre, desde Setembro, o processo de recadastramento dos pensionistas da Caixa de Segurança Social das Forças Armadas Angolanas (CSS/FAA). Entretanto, no Bié, o Banco de Poupança e Crédito (BPC) está a exigir o pagamento de três mil kwanzas a cada pensionista, para puder obter o extracto de conta, nos dias em que supostamente não houver sistema.

Por: Lito Dias

Na cidade do Kuito, o processo está a ser bem conduzido por efectivos das FAA, mas as constantes falhas no sistema bancário tentam ensombrar o processo que vai ser levado a cabo até Fevereiro de 2022, faseadamente em todo o país.

Confrontados com a falta de sistema, alguns pensionistas viajam de município a município, já que o problema em referência não é verificado, simultaneamente em todas as localidades.

Na última semana, entretanto, foi a vez do recadastramento dos militares na reforma residentes nos municípios do Chinguar e Chitembo, contudo nenhuma destas circunscrições tinha sistema.

Alguns dias depois, surgem informações de que tal problema no BPC não é permanente.

Ou seja, pode não haver sistema de manhã e haver de tarde. Mas foi o Chitembo a dar alarme de que o problema tinha sido ultrapassado.

Todos necessitados foram lá ter, mas em vão, para a frustração de todos.

"Disseram-nos que o sistema já tinha ido, mas que devíamos aguardar mais um pouco", disse Alfredo Mbumba, um Tenente coronel na reforma, segundo o qual, quando o sistema restabeleceu, começou a verificar-se "movimentos estranhos".

"Já não se respeitava a ordem de precedência; afinal, só entrava quem pagasse 03 mil kwanzas, em vez de 200 kwanzas", revelou, expondo o seu desagrado com a atitude dos funcionários do BPC naquele município.

"Há companheiros, aqui, que vieram de longe, andam à caça do sistema há uma semana, e ficaram sem recursos para satisfazer esta exigência ilegal do BPC", acrescentou.

A isso acrescenta-se o facto de "estar a chover muito". O reformado das FAA diz ainda que o mais caricato é que os funcionários que estão a exigir esse valor consideram a actitude "um favor". "É para quem quiser", resumiu.

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