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Whisky, Diazepam e Fanta: Festa entre adolescentes (quase) termina em morte

Whisky, Diazepam e Fanta: Festa entre adolescentes (quase) termina em morte


Três adolescentes identificados como como Sweli, de 16 anos de idade, Iracelma, também de 16, Nina de 17, Midala de 17, Luís de 18 e Délcio de 19 anos de idades, estudantes, decidiram realizar uma festa privada no Bairro Belo Horizonte, rua da Cinquentinha, que quase terminou em morte das meninas.

Por Matias Miguel

A “House Party” foi combinada para ter inicio na tarde de quarta-feira, 18, do mês em curso, em casa do Délcio, uma vez que os seus pais estariam ausentes.

Em acordo, conta o anfitrião o grupo decidiu juntar dinheiro e comprar duas garrafas de whisky, uma lâmina de Diazepam e um bidão pequeno de gasosa fanta, que misturados, deu no Cocktail que levou às raparigas ao tapete.

De acordo com Délcio, no princípio tudo corria às mil maravilhas, aliás, sublinha, não é a primeira vez que festa do género era realizada por aquele grupo.   No entanto, para seu espanto, no meio da festa, Swely perdeu os sentidos e desmaiou.

“Ficamos com medo e comunicamos a família dela, que prontamente lhe levaram ao Hospital Geral de Luanda, pelas informações recebidas, ficamos a saber que teve uma intoxicação alcoólica… ela ficou três dias internada no hospital, e levou três balões de soro”, disse assustado.

PAI da Swely ‘caça’ anfitrião para responsabilização  

AO  NA MIRA DO CRIME, Délcio temer pela sua integridade física, porque está a sofrer ameaças de morte por parte do pai da Swely.

“Fiquei a saber que o pai da Swely é um agente da Polícia, e que foi a minha procura em casa, e fez um disparo de arma de fogo por não me encontrar..  depois foi até a casa da  minha noiva, e voltou a fazer o mesmo, ele publicou a minha foto no Facebook a dizer que sou altamente perigoso e gatuno,  tenho medo de circular na rua porque a qualquer momento posso ser atacado e agredido, o pai da Swely continua a dizer que quando encontrar-se connosco, em particular comigo, vai me matar, sei que não abriram nenhuma queixa na Esquadra, se fosse o caso, eu me entregaria, e é isso que quero fazer”, desabafou.

Segundo o jovem, o grupo já tem usado drogas e outras substâncias, só que não é do conhecimento dos progenitores.

“Elas também usam liamba nas escolas e mesmo em casa, essa não é a primeira vez, mas não fui eu que mando nem quem as incentiva, tenho aqui um áudio das meninas a explicar como e onde elas têm usado isso”, descobriu.

O NA MIRA DO CRIME sabe que a Polícia Nacional já está a par da situação, e que a jovem Swely já está em casa dos seus pais. No entanto, até ao momento ninguém foi detido ou interrogado.

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