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Esquadra 43: Cidadão agredido por agentes da Polícia teve o pé fracturado e o telefone 'assaltado'

Esquadra 43: Cidadão agredido por agentes da Polícia teve o pé fracturado e o telefone 'assaltado'


Um cidadão Nacional de nome Didi João Paulino, de 38 anos de idade, acusa o comandante da 43ª Esquadra de Polícia do Comando de Viana, Subinspector António Ribeiro “Alfa” e mais três agentes, de o terem maltratado sem razão plausível.

Por: Carla Nayara

De acordo com o entrevistado que procurou o NA MIRA DO CRIME, o caso teve lugar no dia 27 de Setembro de 2020, por volta das 6h30 da manhã, nas imediações da Ponte Amarela, quando ia ao encontro de um cliente seu, e foi interpelado por três agentes da polícia e mais um trajado a civil.

“Primeiro deixa dizer que Sou vendedor de telefones, vendedor ambulante legalizado, pago todos os meus emolumento”, acentuou.

“Lembro que neste dia, um dos meus clientes ligou a reclamar de um dos telefones que havia vendido, e combinamos nos encontrar aquela hora, na Ponte Amarela, enquanto eu aguardava pelo senhor, foi surpreendido por um agente identificado por Carlos, que comandava a patrulha e os outros cujos os nomes não domino, mas conheço bem a cara deles”. De seguida, continuou, “um dos agentes recebeu-me o telefone de marca Samsung, EdgePlus, cor cinzento, que estava para ir trocar, que custava na altura 215 mil kwanzas e sem mais nem menos deu-me uma queda, que infelizmente aO cair torci o pé”, lamentou.

Com dores, e aos gritos, o jovem ambulante recorda que os agentes sem dó nem piedade jogaram o mesmo na carroça da patrulha “e quase a chegar no Hospital Ana Paula, lançaram-me para fora do carro”, lagrimou.

“Fui obrigado a chamar um motoqueiro que me ajudou a chegar ao hospital, onde depois de observado, fui transferido para o Hospital do Kalanga onde fiz o Raio X que me custou 7 mil kwanzas. De seguida colocaram o pé no gesso e em transporte e medicamentos gastei por volta de 23 mil kwanas, eu sou pobre, este dinheiro era para o negócio, hoje estou atirado a própria sorte”.

Segundo o jovem, tudo tem feito para recuperar o telefone e o dinheiro gasto, mas parece que o caso não tem pernas para andar.

“O ano passado abri uma queixa na Polícia Judiciária, mas um ano depois, ainda não tive um desfecho satisfatório. Aqui na Vila de Viana os policias brincam com os Zungueiros, o Comandante Alfa manda receber tudo, este não é o primeiro caso, nem a primeira vez, ainda este ano, mesmo não estando a trabalhar, fui surpreendido por agentes da polícia que me receberam mais de 15 telefones, quando fui a esquadra, e depois do comandante Alfa já estar a usar um dos aparelhos, obrigou-me a pagar 700 mil kwanzas para reaver os meios”, acusou.

O NA MIRA DO CRIME sabe que o caso está a ser seguido pela Polícia Judiciária, com o número de processo 561/20, e a instrução está a mando do Capitão Adriano Ludevino Flávio Missange, oficial de Investigação e Instrução.

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