43 ANOS DE MININT: Conheça algumas figuras ‘intocáveis’ na Farda azul - Na Mira do Crime
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43 ANOS DE MININT: Conheça algumas figuras ‘intocáveis’ na Farda azul

43 ANOS DE MININT: Conheça algumas figuras ‘intocáveis’ na Farda azul


O Ministério do Interior comemora hoje, 22 de Junho, o seu 43º aniversário, sob o lema "MININT 43 anos, firme na garantia da paz, segurança e tranquilidade”. Nesta linha, o NA MIRA DO CRIME traz algumas figuras do Comando Geral da Polícia Nacional, órgão pertencente ao Ministério do Interior que mexem com toda uma estrutura deste importante segmento da segurança de todos dos angolanos.  

Por: Osvaldo de Nascimento

A começar, todos os ex-comandantes-gerais da Polícia Nacional figuram nesta lista pelo facto de levarem consigo segredos do Estado. Porém, nem todos têm o mesmo tempo de liderança e o poder de decisão, ainda mais no contexto actual.

A começar por Santana André Pitra (Petroff) que continua a ter o seu legado bem patente no seio da Polícia, Nandó, ex-comandante-geral da PNA, vem a seguir como um dos mais influentes da Polícia Nacional, mesmo estando fora da corporação.

 Um outro oficial respeitado no seio da Polícia, é o Comandante Ekuikui. Este dispensa apresentação e tem as portas abertas do edifício azul da Marginal de Luanda.   

Ambrósio de Lemos Freire dos Santos, ficou 11 a comandar toda Polícia Nacional, o grau familiar com a ex-primeira-dama, Ana Paula dos Santos, catapultou-o para uma posição de quase intocável.

Lemos conhece os meandros da Polícia e ainda joga um papel importante no seio da corporação.

Alfredo Eduardo Mingas “Panda”, homem da Segurança do Estado, ficou mais poderoso que todos por um fio.

No entanto, ainda tem o corredor aberto, daí ter filhos a serem promovidos mesmo sem muita estrada. 

Paulo de Almeida, até há poucos meses responsável por toda Polícia de Angola, deixa saudades. Rigoroso, frontal e polícia com certeza, só perdeu por causa de uma casca de banana que algum superior deixou junto da sua porta. Não é apenas intocável, Almeida conhece a Polícia…

Comissários intocáveis

O Comissário Inocêncio de Brito, consta da lista dos novos intocáveis da Polícia Nacional. O chefe da Assessoria jurídica do Comando Geral da Polícia Nacional, e ex-director da DNVT é daqueles que joga e deixa jogar as peças do tabuleiro da Polícia, com aproximação directa dos decisores do MININT.

O Comandante da Polícia de Segurança Pessoal e Entidades Protocolares (PSPEP), Comissário, José Martinez António é dos quadros bem posicionado da Polícia, com poder de decisão. O também empresário, é tido como pessoa de posses. É justamente por isso, que é querido no seio das chefias. Em boca pequena, diz-se que o mesmo ofereceu dois Lexus ‘novinhos’ ao ex-Comandante-geral da Polícia Nacional, Paulo de Almeida.

O Comissário Elias Livulo, Director Nacional da Direcção de Trânsito e Segurança Rodoviária (DTSR) é homem de costas largas, logo, intocável. Com passagem em várias províncias enquanto comandante provincial, o oficial, que também é empresário, conhece os corredores da Polícia Nacional, e tem interesses e supostas empresas a prestar serviço à Polícia.

O Comissário Aristófanes dos Santos, actual Comandante Provincial de Benguela, é quase ‘imexível’. Combinado com o Comissário Divaldo Martins, actual Comandante da Huíla, podem não ter os milhões de outros comissários, mas têm poder de decisão no seio da Polícia Nacional.

O NA MIRA DO CRIME desconhece a rectaguarda de Aristófanes, mas sabe que a sua decisão é como lâmina.  Para se ter uma ideia, lidera a província que mais patenteamento teve no seio da corporação.

Já Divaldo, é apontado como a posta do actual Presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos “Nandó”.

Foi pelas mãos do antigo Comandante-geral da Polícia Nacional, ainda no Bairro Popular em Luanda, que o ‘competente’ Martins começou a trilhar os primeiros passos na polícia.

O Director do Instituto Superior de Ciências Policiais e Criminais, (ISCPC), Comissário - Luís da Fonseca Cadete dispensa apresentações. Ficou largos anos nos Recursos Humanos da Polícia Nacional. Ditava quem entrava e quem saía da corporação, só isto basta para ter um alcance de quem realmente é o Comissário Cadete.

O Comandante da Polícia de Intervenção Rápida (PIR), Comissário-Chefe, Tito Munana não fica atrás. É intocável, para além de ser tio do general Miala, dizem colegas do oficial, é empresário, e dono de vários empreendimentos nas Lundas Norte e SuL.

O Director da Direcção de Educação Patriótica da Polícia Nacional de Angola (PNA), Comissário-Chefe António Vicente Gimbe, tem as patentes no lugar, e conhece a casa de ponta a ponta. Apontado como filho da Casa Militar, passeia pelos corredores do Comando Geral destemidamente.

O Comissário Manuel Chima, Comandante da Polícia Fiscal Aduaneira da Polícia Nacional de Angola, para além da inteligência que lhe é característica, conhece os mares de Angola como ninguém. Domina a costa e o mar. Patrulha as águas de Angola e sabe colaborar com as chefias, logo é intocável. 

Um passeio no Interior

O Secretário de Estado do Interior para o Asseguramento Técnico, Salvador Rodrigues " Dodó" é outro intocável no seio dos quadros do Interior.

Natural do Rangel, discretamente marca os seus passos com ‘um fumo no ar’. O escândalo envolvendo uma jovem, suposta amante do governante promovida a oficial superior em menos de sete anos, mostra quem é quem na corporação.

Esta figura só é batida pelo actual ministro do Interior, Eugénio Laborinho, que tem as portas da presidência ‘escancarada’. Laborinho é o ministro que não precisa de audiência para falar com o chefe de todos. Sublinha-se, Chefes de todos sem excepção. 

O ex-director geral do Serviço de Investigação Criminal, Comissário-chefe Eugénio Pedro Alexandre e o  comissário de Investigação Criminal, António Pedro Amaro Neto, ex-Director Nacional de Operações do SIC são peças a não serem ‘descoradas´.

Conhecem quem é quem no aparelho de Estado no que o peculato ou corrupção diz respeito. Enquanto estiveram nas respectivas direcções, ainda não estava declarada a luta contra corrupção.   

Diz-se em boca pequena que Amaro tem um pupilo a controlar o sector de crimes financeiros do SIC. Então ainda manda.

Linha vermelha

No entanto, nos últimos anos, novas personagens surgiram no quadro de direcção do Ministério do Interior e da Polícia Nacional, criando novos intocáveis.

Tal é o caso do actual Comandante-geral da Polícia Nacional, Comissário-geral Arnaldo Manuel Carlos, e do Director-geral do SIC, Comissário-chefe António Paulo Benje, amigos de ‘unha e dedo’ do actual ministro.

O 2° Comandante-Geral da Polícia Nacional de Angola (PNA), Comissário-Chefe António Pedro Kandela, é do ‘SINFO’ conhece os segredos de todo mundo. É intocável.

O Comandante provincial da Polícia Nacional em Luanda, Comissário-chefe Eduardo Cerqueira é respeitado em toda esfera da polícia e conhece todos os cantos de casa. Conhece os pontos fracos e fortes da corporação, tem poder de decisão, é intocável. 

Uma outra figura que é preciso ter em conta, é o actual director provincial do SIC em Luanda, Comissário Fernando Bambi Receado, que vai dando cartas no seu sector, criando paredes para uma nova investigação criminal.

Receado foi cooptado pela ala de cima, não pode ser mexido à toa.

A Comissário Engrácia da Costa, Directora de Comunicação Institucional e Imprensa da Polícia Nacional de Angola, pode não ter posses e bens como os outros da sua patente. Mas tem poder, porque consegue salvaguardar o bom nome da instituição, porque tem a imprensa angolana nas palmas da mão. A também conhecida mãe dos jornalistas, com um único telefonema mexe redacções. Logo, é intocável.  

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