Depois de David Mendes e Makuta Nkondo - Adalberto Costa Júnior enche galinheiro de raposas - Na Mira do Crime
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Depois de David Mendes e Makuta Nkondo - Adalberto Costa Júnior enche galinheiro de raposas

Depois de David Mendes e Makuta Nkondo - Adalberto Costa Júnior enche galinheiro de raposas


A polémica à volta da elaboração das listas de candidatos a deputado foi notória e ainda é em todas as formações polícias. Algumas mais que as outras. Mas no caso da UNITA, as motivações da discórdia foram mais arrojadas e, de certa forma, incompreensíveis pelos seus militantes.

Por: Lito Dias

Depois do MPLA, CASA-CE e APN, chegou a vez da UNITA, versão Adalberto Costa Júnior que, segundo fonte bem posicionada no galinheiro, resistiu a todas intempéries, inclusive actos de feitiçaria que visavam impor a entrada de um ou de outro nome na lista.

Mas não resistiu à inserção de figuras tidas como estranhas na lista de candidatos a deputado.

Sabe este jornal que a manifestação de alguns supostos militantes do partido do Galo Negro, realizada às portas do Tribunal Constitucional, justamente na altura em que esse partido dava entrada dos seus processos de candidatura, visou tão somente trazer à luz do dia alguns assuntos que dominaram os debates no Comité Permanente da Comissão Política.

É dado assente que o dia 21 de Junho de 2022 trouxe ao maior partido político na oposição, um figurino que deixou alguns militantes cabisbaixos, outros desesperados e outros ainda animados, mas os seus adversários políticos inquietos, aparentemente, pelo facto de, no seu seio, principalmente na lista de candidatos a deputado, existirem nomes sonantes da sociedade civil, inseridos na lógica da formação de um Governo Inclusivo e Participativo.

Para alguns militantes, a formação de um Governo Inclusivo e Participativo não pode implicar a relegação ao segundo plano de militantes de gema, beneficiando algumas figuras convidadas em cima do joelho e de qualquer maneira.

A entrada de Francisco Viana na lista e num lugar elegível, uma semana depois de renunciar à militância do MPLA, é vista como uma medida que "devia ser repensada", pela direcção do partido.

Para além deste caso, está o do regresso de Abel Chivukuvuku à UNITA. Para alguns é bem-vindo, mas para outros, só é bem-vindo se usasse os mesmos meios que usou para anunciar a sua saída em Março de 2012.

Antes mesmo do esclarecimento da negociata com os regressados e com membros da sociedade civil, o actual Secretário-Geral da UNITA exigiu o mesmo de Abel Chivukuvuku.

Uma fonte próxima da direcção da UNITA, considera fracturante a ideia de colocar alguns veteranos como Joaquim Ernesto Mulato, Samuel Chiwale, Manuel Savihemba, para além da posição 50 em benefício dos "regressados" e dos que "não têm noção de fazer política, propriamente dita".

"O rejuvenescimento do Grupo Parlamentar não deve significar trazer tanta gente de fora que pode provocar danos", considerou a nossa fonte, que olha para a figura de Makuta Nkondo e David Mendes como prova disso.

Militantes ameaçaram feitiçar ACJ por não ter o nome na lista

Durante os dias que antecederam a publicação da lista de candidatos a deputado, viveu-se um ambiente de "tudo ou nada", diz a fonte que revelou ao NA MIRA DO CRIME que, na busca de um lugar na lista, muitos tiveram de fazer tudo, inclusive ameaçar o líder do partido com recurso à magia negra.

"Tal como no tempo de Isaías Samakuva, ACJ também confrontou-se com fantasmas no calar da noite, apontando nomes que deviam fazer parte da lista, obrigatoriamente", revelou outra fonte próxima da direcção da UNITA.

A luta dos deputados das anteriores legislaturas e da presente é conseguir o segundo mandato que os conferiria uma pensão vitalícia.

"É também por aí que passaram as negociações ao ponto do apuramento da lista definitiva demorar para além do previsto", salientou.

Para o Galo Negro, os cidadãos que organizaram a manifestação junto do Tribunal Constitucional foram incentivados por membros do partido suspensos em Dezembro último e que, no seio do partido, já são apelidados como membros da quinta coluna.

Só para elucidar, quinta-coluna é uma expressão usada para se referir a grupos clandestinos que actuam, dentro de um país ou região prestes a entrar em guerra (ou já em guerra) com outro, ajudando o inimigo, espionando e fazendo propaganda subversiva, ou, no caso de uma guerra civil, actuando em prol da facção rival.

Simplificando, "o termo é usado para designar todo aquele que actua dentro de um grupo praticando acção subversiva ou traiçoeira, em favor de um grupo rival".

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