Alerta: Há moradores dos bairros Calemba II e Sapú que estão há dias sem banhar por falta de ág - Na Mira do Crime
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Alerta: Há moradores dos bairros Calemba II e Sapú que estão há dias sem banhar por falta de água  

Alerta: Há moradores dos bairros Calemba II e Sapú que estão há dias sem banhar por falta de água  


Os munícipes do Kilamba Kiaxi, afectos aos bairros Calemba 2, Sapú e também no Camama, estão sem mãos a medir quando o assunto é a falta de água, uma crise que já dura dois meses, sem um desfecho airoso à vista

Por: Lito Dias

Como acontece, em época eleitoral, as ruas dos bairros acima referidos estão em obras ou, pelo menos escavadas, um indicador de que vão ser intervencionadas.

Nessa actividade vêem-se condutas da EPAL e outras canalizações obstruídas.

Também há roturas nalgumas ruas. Sejam essas causas ou não, o certo é que não há água a jorrar nas torneiras e chafarizes, e ninguém diz nada, nem mesmo as comissões de moradores.

Actualmente, quem comanda a distribuição do precioso líquido são os motoqueiros, vulgo kupapatas que, como era de esperar, aplicam preços elevadíssimos.

Um bidão de 20 litros é comercializado a 150 Kwanzas, quando no início da crise, era a 75 kz.

Eles desculpam-se, afirmando que também compram de localidades distantes a um preço elevado.

Por falta de dinheiro, há famílias que já não tomam banho todos os dias, outras nem mesmo água para confeccionar alimentos conseguem.

Entretanto, por falta de informação, há um grande espaço para especulações, tendo alguns moradores concluído que a falta de água é propositada.

"Temos informações que dão conta que os kupapatas compram água das residências dos funcionários da EPAL", acusou Clara Augusto, salientando que mesmo as cisternas que passam pelas ruas têm ligações com os funcionários da EPAL.

"Em casa, os meus filhos tomam banho duas vezes por semana e têm que se lavar todos juntos para poupar água", informou Francisca Loureiro, dona de casa, que tem como solução percorrer pelo menos três quilómetros para conseguir 20 litros de uma amiga cujo marido traz água do serviço.

Já Fonseca Kanamo acredita que alguma coisa estranha deve estar a acontecer.

"Não se compreende que numa altura destas, passemos mais de dois meses sem água, quando se sabe que as famílias angolanas são pobres", sublinhou.

Para ele, nesta fase da pré-campanha é que o Executivo devia dar show, mas "infelizmente, estamos decepcionados".

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