Patrulhamento, interpelação e revista a cidadãos minimiza assaltos no Tala Hady - Na Mira do Crime
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Patrulhamento, interpelação e revista a cidadãos minimiza assaltos no Tala Hady

Patrulhamento, interpelação e revista a cidadãos minimiza assaltos no Tala Hady


A Esquadra da Madeira, afecta ao Comando da III Divisão do Cazenga, adaptou o patrulhamento auto e apeado, interpelação e revistas a cidadãos, na calada na noite, como meio de intensificação do combate a criminalidade no Distrito Urbano do Tala Hady.

Por: Littera-Lu

O cidadão Artur Vuma Pipa, morador do Distrito Urbano do Tala Hady, rua A, explicou que, a princípio, não gostou da medida, uma vez que certos agentes da ordem pública fazem a interpelação e a revista a pessoas sem pedagogia e de modo autoritário.

“A medida é boa, pois ajuda no combate ao crime, mas a forma como certos agentes da ordem pública fazem a interpelação e a revista é autoritária e sem pedagogia “, explicou.

O interlocutor notou, no entanto, mudança quanto a esta postura nesta quinta-feira, 21, quando saía de uma festa do Mártires para a sua residência, no Tala Hady.

“Olha, eram 2 horas da manhã e, quando o meu amigo, deixou-me de carro ficar junto à Administração do Cazenga, peguei à rua que dá acesso à minha casa. Mal dei 10 passos, deparei-me com polícias da ordem pública da 12a Esquadra”, disse.

Segundo Artur Pipa, a forma de interpelação e revista a que foi submetido surpreendeu-o pela positiva.

“Olha, cumprimentaram-me, o que achei estranho, porque muitos agentes são arrogantes e acham que quem circula aquelas horas é marginal. Depois, perguntaram-me de onde eu vinha e revistaram-me, além de me perguntarem se a minha casa ficava ainda muito distante, porque manifestaram interesse em me acompanhar, porque durante a revista não encontraram em mim nada ilícito “, contou.

“Foi muito estranho, gostei da postura, até pareceu ser política, porque estamos quase a realizar as eleições em Agosto. Mas não é, é mesmo aperto ao cerco da criminalidade”, acrescentou.

Milton Guimarães, outro cidadão residente no Tala-Hady, rua da Caranava, elogiou a iniciativa e sublinhou que a medida é boa, pois, como alguém que gosta das noites, sentiu-se seguro ao entrar no bairro, às 4horas, quando se deparou com a polícia.

“Estava a sair de uma farra, na rua das Condutas, quando, para o meu espanto, interpelaram-me. É assim, temos que nos deparar com a polícia e não com bandidos na calada da noite”, contou.

“Só espero que isto não pára por aqui, quando a situação parecer estar minimizada”.

Marta Cruz Paulo, 37 anos, residente no Tala Hady desde 2015, elogiou a iniciativa, mas salientou que as operações do género têm terminado quando se nota que há redução ou minimização de assaltos na zona.

“Em 2020, ainda na altura da COVID-19, os efectivos da 12a Esquadra já andavam pelas ruas, interpelando, revistando cidadãos, na calada da noite, como estão a fazer agora, mas quando houve redução de assaltos deixamos de ver polícias a girarem à noite”, disse, acrescentando que “Só espero que isto não pára por aqui, quando a situação parecer estar minimizada”.

Já o comandante da Esquadra da Madeira, intendente Pedro Ngola Issenguele, explicou que esta medida veio para ficar e enquadra-se no conjunto de acções traçadas pelo Comando de Divisão com o objectivo de combater crimes, devolver o clima de segurança e a tranquilidade aos moradores do Distrito Urbano do Tala Hady.

 “Importas realçar que essas actividades têm influenciado, positivamente, na paz social do Distrito Urbano do Tala Hady”, referiu.

Sem avançar quantas detenções e apreensões já houve, desde que se passou a fazer o patrulhamento, interpretação e revista, o responsável pela ordem, tranquilidade e segurança pública no Tala Hady disse que a acção tem resultado em detenções de vários objectos, como armas brancas, por exemplo.

“A actividade vai continuar porque é nosso dever zelar pela ordem, tranquilidade e segurança pública das pessoas”, informou.

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