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NOTA NEGATIVA: Administrador do Benfica, Baudílio Vaz, atira MPLA no chiqueiro e desvia voto dos cidadãos

NOTA NEGATIVA: Administrador do Benfica, Baudílio Vaz, atira MPLA no chiqueiro e desvia voto dos cidadãos


Num momento crucial e, de certa forma melindroso, no que toca a realidade angolana, como é o período de campanha eleitoral que ora começa no país, em que todos esforços dos concorrentes às eleições gerais estão voltados para a conquista do eleitorado, indivíduos há que, em vez de colaborar com afinco, sentido de militância e patriotismo em prol da vitória do partido em que está filiado e a que juraram lealdade, empenho e seriedade, vão protagonizando polémicas que mancham sobremaneira o bom nome da sua agremiação política, semeiam a discórdia social e induzem em dúvida o cidadão, que acaba por desmoralizar-se e desviar o seu sentido de voto em prejuízo da sua aposta inicial.

O clima criado por tais indivíduos, supostos “militantes”, que apenas se aproveitam do próprio partido para tirar o máximo de benefícios, não se importando com as consequências nefastas da sua actuação, é tanto mais grave quando se trata de um partido com sérias responsabilidades de Estado, que promete “mundos e fundos” aos eleitores, entenda-se ao Povo Angolano, mas que, por meras aberrações caprichosas de miúdos mimados e protegidos por força das suas ligações às elites no poder, acabam por ver os seus “créditos” jogados no chiqueiro.

Este é o problema que está a conturbar o MPLA, partido no poder e que está atrás de mais um mandato, no distrito urbano do Benfica, município de Talatona, em Luanda, onde a população local está bastante desgostosa com a actuação do administrador local, Baudílio Vaz.

Segundo denúncias a que se teve acesso, Baudílio Vaz, desde que está na administração do distrito urbano do Benfica, tem um comportamento considerado pelos cidadãos como acima de negativo, arrogante, agressivo a pontos de ser violento, crê ser dono de tudo e de todos, não respeita ninguém, inclusive as forças da ordem e segurança (Polícia Nacional).

Baudílio Vaz é acusado de, em companhia de outros elementos da administração do município local e da província de Luanda, ser o cabecilha do “tráfico de terrenos”, esbulhando pacatos cidadãos, falsificando documentos, a pontos de invadir terras afectas à BRICOMIL (Brigada de Construção Militar), entre outras, algumas pertencentes a algumas individualidades, mas que permanecem a espera de possíveis projectos.

Cidadãos referem que, actualmente, até para se fazer uma fotografia de paisagens ou de pontos turísticos no Benfica, tem que se pagar um valor aos fiscais. Quem for apanhado a fotografar sem pagar pelos “fiscais do administrador” sofre duras consequências.

Igualmente, as vendedoras ambulantes que habitualmente vendem os seus produtos nas bermas das ruas, sujam e criam sérios transtornos ao trânsito automóvel e aos transeuntes, pondo também em risco a sua integridade física, não têm sido poupadas pelos fiscais.

Estes, em vez de pautarem-se pela sensibilização, avisos, determinando regras pacificamente, primeiro extorquem as ambulantes e depois usam de violência para expulsá-las, roubam os produtos, maltratam e aleijam as pessoas, como foi o caso de uma senhora, ambulante, que em função da brutalidade dos fiscais, caiu e partiu a perna; como se não bastasse, perdeu todos os seus haveres incluindo dinheiro.

O administrador Baudílio Vaz é ainda visado como amante de “pândegas” e a favor da poluição sonora, permitindo festas barulhentas e arruaças, que perturbam a tranquilidade e o descanso dos cidadãos.

De cima da sua prepotência e gabarolice, Baudílio alardeia que é “intocável”, que tem ligações directas a altas figuras das elites do Governo, das Forças Armadas e da Polícia Nacional. O comandante provincial de Luanda, Comissário-chefe Eduardo Cerqueira, segundo as denúncias, é o nome que mais cita, dando a entender que “o mesmo lhe deve favores e não pode deixar de satisfazer um pedido seu”.

A lista de falcatruas cometidas por Baudílio Vaz é vasta e sobressaí também acusações de assédio sexual a funcionárias, militantes do MPLA, entre outras. “O rapaz não pode ver mulher e já quer saltar”, realçam.

Por tudo o que foi descrito e o que ainda ficou por descrever, fica esta Nota Negativa ao administrador do distrito urbano do Benfica, militante do MPLA, que está a prestar um trabalho por demais pejorativo ao partido dos Camaradas, porque ele de “camarada não tem nada”.

Os moradores do Benfica apelam às entidades superiores do Executivo e do partido MPLA, principalmente ao Presidente João Lourenço, a exonerar o indivíduo imediatamente para que os cidadãos e militantes locais, agastados com as estapafúrdias do dito administrador, voltem a crer na intenção do seu partido em “corrigir o que está mal e melhorar o que está bem”, porque “ainda há tempo para isso”, rematam!

 

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