Homicídio no Zango: Motoqueiro esfaqueado até à morte após dar boleia ao amigo - Na Mira do Crime
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Homicídio no Zango: Motoqueiro esfaqueado até à morte após dar boleia ao amigo

Homicídio no Zango: Motoqueiro esfaqueado até à morte após dar boleia ao amigo


Daniel Simão Ndombaxi, de 23 anos de idade, estudante, perdeu a vida nesta quarta-feira, 21, no Zango 03, depois de dar boleia a um amigo, cuja irmã tinha sido agredida pelo namorado pertencente a um grupo de marginais. A presença de Daniel significou reforço do grupo que já estava no terreno a abordar o grupo rival liderado pelo cunhado do amigo.

Por: Matias Miguel

Dany, como era também chamado por familiares e colegas, para além de estudante era moto-taxista.

No início da tarde desta quarta-feira, 21, compadeceu-se com o amigo que pediu boleia, já que não conseguia levar sozinho o volume de garrafas de cerveja que levava.

Segundo testemunhas, Dany não foi informado pelo amigo que as garrafas serviriam para atacar um grupo rival que integrava também o namorado de sua irmã.

Já no terreno, deparou-se com a real situação, já sem muito espaço para manobras, porque foi visto a descarregar as garrafas que eram arremessadas.

O cunhado do amigo, apercebendo-se do movimento, atacou Dany com uma faca, gesto seguido pelos seus comparsas, provocando morte imediata.

A polícia tomou conhecimento da ocorrência, e segundo relatos que recolheu no local, o malogrado envolveu-se num conflito com alguns elementos e daí despoletou um golpe na região do pescoço no lado direito, com uma faca.

Feitas as diligências, a polícia deteve 02 elementos envolvidos no referido homicídio, tratando-se de Filipe António do Nascimento e João Xavier Francisco.

O referido caso despoletou uma grande confusão, com os motoqueiros a saírem em defesa do seu colega falecido; daí que há ainda preocupação das Forças Policiais, em assegurar as residências das famílias dos que cometeram este crime.

O jovem que convidou Dany para o local do crime está foragido.

Margarida Mahula, mãe do malogrado, angustiada, diz que o filho nunca se meteu em grupos de marginais.

"O único grupo a que pertencia é o de motoqueiros, com quais trabalhava todos os dias para sustentar a família", afiançou, lembrando que Dany pediu a sua mulher em casamento há oito dias.

Fazendo fé nos relatos dos motoqueiros, ela diz que Dany não sabia o que se passava, por isso acedeu, com naturalidade, ao pedido do amigo que, no final de tudo veio a ser "um convite para morte"; pelo que pede justiça.

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