“Polícia não contava com todo este processo”: Comandante provincial falha no primeiro teste de - Na Mira do Crime
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“Polícia não contava com todo este processo”: Comandante provincial falha no primeiro teste de fogo na Capital

“Polícia não contava com todo este processo”: Comandante provincial falha no primeiro teste de fogo na Capital


“Desastre total” é a pontuação máxima que a população atribui a forma como a Polícia assegurou o funeral do músico Gelson Caio Mendes “Nagrelha”, realizado na manhã desta terça-feira, 22, no Cemitério da Santa Ana, em Luanda.

Por: Ngunza Chipenda

Avisada da legião de fás que o músico carregava, as autoridades policiais tinham tudo e mais alguma coisa para criar um cordão de segurança a altura.

A moldura humana que se fez presente ao estádio dos Coqueiros, alertava as autoridades para melhor organização. No entanto, 800 efectivos não foram suficientes para controlar a multidão que quis acompanhar o artista até a sua última morada.

Entre fãs e bandidos, muitos são os que ficaram sem os seus haveres, o saldo da Polícia aponta para a morte de um adolescente, 33 feridos,  incluindo 16 polícias, dois dos quais esfaqueados com gravidade.

Chamado a explicar na principal estação televisiva do País, O Comandante Provincial da Polícia Nacional em Luanda, Comissário-chefe Francisco Ribas, explicou que a “Polícia não contava que todo este processo iria terminar com uma tragédia”.

“A Polícia logo de início teve presente em vários momentos, até a organização do funeral, houve um encontro com os familiares, onde a Polícia encontrou um denominador comum, para puder realizar as exéquias em segurança”, observou.

De acordo com o oficial, a Polícia fez um estudo da situação, analisou todos os factos, prós e contras, e a partir daí gizou um plano de medidas, que foi logo a prior no sentido de garantir que todo processo fosse organizado em segurança.

“Desde o início a Polícia acompanhou todo processo, aliás, com o anúncio da morte do músico Nagrelha, a Polícia passou a assegurar os familiares que estavam a ser vítimas de algumas situações anormais, que poderiam pôr em causa a sua segurança, assegurou as suas residências, o velório e o transporte dos restos mortais do hospital para o estádio da Cidadela”, disse, acrescentando que, todo processo foi até ali realizado em segurança e sem constrangimentos.

O dia D

Ribas explicou que, no dia do funeral, que foi ontem, esperava-se um número considerável de fãs do artista, “e foi tomada uma medida administrativa que visava a não entrada de centenas de pessoas dentro do cemitério da Santa Ana”. No entanto, continua, milhares de fãs do artista surgiram de várias direcções e procuravam ter acesso ao espaço, o que obrigou a Polícia a tomar uma medida operacional que, diz, fazia parte do seu planeamento, que é o uso da força, para garantir um funeral condigno.

“Só que, naquele preciso momento, o número de pessoas aumentaram consideravelmente e não havia condições de a urna entrar no cemitério”.

Questionado se não havia efectivos suficientes, o Comissário-chefe garantiu que havia, só que, na altura que se criavam as condições para reforçar os efectivos, os populares não autorizados para entrar no cemitério usavam a força, arremessando paus, pedras e outros objectos contundentes contra as forças, criando desordem no local.

“Fizemos vários apelos, e depois não tivemos outra alternativa senão fazer o uso da força, legitimado por lei para repor a ordem”.

Polícia sabia que marginais estariam no local para aproveitamento

O Comandante Provincial explicou que um dia antes do funeral, a Polícia acompanhava pelas redes sociais publicações de alguns elementos que diziam que iriam para o funeral com o objectivo de criar desordem e cometer crimes de roubos, furtos, agressões e arruaças.

“Daí derivou a força adequar as medidas face a situação, e ao dispersar a multidão, um dos menores que se encontrava no meio não aguentou a pressão e por esmagamento ou asfixia acabou por morrer”.

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