Fim do abuso de poder: Igreja Católica recupera terreno perdido há 10 anos em Cacuaco - Na Mira do Crime
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Fim do abuso de poder: Igreja Católica recupera terreno perdido há 10 anos em Cacuaco

Fim do abuso de poder: Igreja Católica recupera terreno perdido há 10 anos em Cacuaco


Um litígio de terreno entre a Igreja da Nossa Senhora das Dores, Paróquia São João Baptista, em Cacuaco e a cidadã Luísa Nzumba, moradora no bairro Uíge, distrito urbano Sambizanga, levou o senhor Augusto Xavier Diogo, director adjunto da fiscalização de Cacuaco e seus amigos da ANIESA a fechar a referida paróquia, acção que deixou ao relento centenas de fiéis.

Por: Kihunga Bessa

De acordo com o catequista Jorge Pedro, o litígio entre ambas as partes existe desde 2013, a altura em que Nzumba começou a confrontar líderes religiosos e fiéis, no bairro da pedreira.

Conta também que mesmo com toda a documentação que dá  legitimidade à igreja católica, em 2019, a fiscalização interrompeu os cultos, alegando que o terreno é propriedade da cidadã Nzumba, exibindo um documento feito por eles, sem o conhecimento do Administrador municipal que se diz ter autorizado a vedação do muro do quintal em referência.

Depois de verem os seus cultos interrompidos, os dirigentes solicitaram várias vezes à direcção da fiscalização do município de Cacuaco, mas esta "deu tantas voltas" tudo porque Nzumba terá dado dinheiro ao senhor Diogo que, por sua vez, é namorado de sua irmã, no sentido de facilitar as coisas.

Jorge alegou ainda que no dia 13 de Maio de 2022,  elementos da ANIESA procederam ao encerramento da paróquia, cumprindo assim uma orientação de Augusto Xavier Diogo, deixando os fiéis ao relento, dentro  do quintal da cidadã Cecília Joaquim, secretária da Promaica.

Já no dia 18 de Novembro do ano passado, aquando da visita do governador provincial de Luanda, Manuel Homem ao município de Cacuaco, a direcção da igreja referiu-se da situação que já se arrastava há 09 anos.

O  número um de Luanda ordenou o administrador municipal a solucionar o problema, mas mesmo assim a demora era evidente.

No entanto, no dia 18 do mês em curso, os fiéis rumaram para a administração municipal de Cacuaco, para uma manifestação, visando  pressionar as autoridades a resolverem o problema. A manifestação parece ter valido a pena, porque Toni Mulato, diretor da fiscalização de Cacuaco, garantiu reabrir a paróquia, 10 anos depois, legitimando a igreja, para  o agrado dos fiéis.

"Fomos orientados a reabrir a nossa paróquia acto que serve de alegria para todos nós, mas a coisa que nos preocupa é a documentação de autorização " , sublinharam.

Mas, contam os fiéis, que a reabertura da paróquia deixou furiosa a dona Nzumba que, insatisfeita, convidou o jovem Moisés mais conhecido por "Safoda", marginal  altamente perigoso, com finalidade de matar o catequista que sempre defendeu a causa.

A polícia já tem conhecimento da ameaça e promete acompanhar o caso.

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