Segurança esfaqueado até à morte quando guarnecia uma empresa em Viana - SIC garante que já há detidos
Um cidadão nacional que em vida respondia pelo nome Domingos Armando Frederico, de 29 anos de idade, residente no bairro 30/ Papá Luamba, município do Sequele, província de Icolo e Bengo, morreu nas primeiras da manhã de sábado, dia 4 do mês em curso, vítima de esfaqueamento efectuado por elementos por se identificar, quando guarnecia uma empresa.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
A vítima era funcionário de uma empresa privada de segurança e, na madrugada de sábado, dia 04, terá sido esfaqueado em várias regiões do corpo quando se encontrava em companhia de seus colegas a prestar serviço de vigilância a uma empresa localizada nas imediações do Cemitério de Viana.
Segundo a jovem Fofa, sobrinha do malogrado, na madrugada de Sabado a família terá recebido um telefonema, por volta da 1 hora da madrugada, a informar que o senhor Domingos Armando tinha sido ferido com vários golpes de faca e se encontrava no Hospital do Capalanga.
"A mãe recebeu o telefonema e chegou ao hospital por volta das 4 horas da manhã, não permitiram que a família tivesse acesso ao local onde ele se encontrava, mas a equipa médica pediu que se fosse doado sangue e assim se fez", explicou.
"Insistiu-se muito que ele fosse visto, mas não foi permitido. Mais tarde viu-se um cadáver mumificado, a mãe teve palpite e foi para lá, insistiu em perguntar quem era, foi assim que ficou a saber que o filho tinha ido à óbito", contou a jovem.
A nossa entrevistada avançou que a família questiona-se sobre as circunstâncias em que terá sido esfaqueado o tio, quando no local dos factos a vítima se encontrava em companhia dos seus colegas.
"A questão que não se cala é, como é qus alguém que esteja com mais três ou quatro colegas é esfaqueado e ninguém se apercebe de nada. Tudo indica que os colegas estejam a esconder alguma coisa, porque nada foi roubado no local, nem o telemóvel dele, alguma coisa não está bem explicada", desconfiou.
Explicou que na terça-feira, dia 7, a empresa a qual a vítima era funcionário fez a entrega de 400 mil Kwanzas para ajudar nas despesas do óbito.
"O que queremos é muito mais do que dinheiro, queremos que nos expliquem quem o matou, a polícia pode entrar em contacto com os vídeos que a câmera de segurança registou para descobrir quem o matou, queremos justiça, que seja localizado o autor do crime e pague pelo que fez", exigiu.
Contactado pela nossa reportagem, o Superintendente -chefe Fernando Carvalho, Porta-voz do SIC-Luanda garantiu que das investigações levadas à cabo permitiu a detenção de suspeitas.
"Apresentaremos à imprensa na próxima terça-feira", resumiu o Oficial de investigação criminal.









