"Estava na hora e local errado": Cidadão confundido com bandido por efectivos do DIIP esclarece a versão dos factos
O cidadão Cláudio Manuel, de 37 anos de idade, residente no bairro da Petrangol, município do Sambizanga, esclareceu, ao Na Mira do Crime, a sua versão dos factos, depois de ser detido por efectivos da Direcção de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP), por alegadamente ter sido confundido com um bandido em posse de uma arma de fogo, nos arredores do Palanca, junto ao prédio do Cavalo Branco.
Por: Kihunga Bessa
Segundo o lesado, é funcionário de uma empresa privada de pesca, prestadora de serviços no Porto Pesqueiro, e, na tarde de quarta-feira, 15, ele e mais dois indivíduos, a bordo da sua viatura de marca Hyundai, modelo i10, saíam do mercado dos Correios à procura de uma jante
para uma outra viatura. Já na zona do Kimbangu, encontraram uma recauchutagem que, alegadamente, comercializava o artigo em questão.
"Parei o carro, entrei na recauchutagem e, tão logo saí, fui abordado por uma viatura de marca Suzuki. Três agentes do DIIP desceram da viatura, mandaram-me levantar as mãos e, em seguida, deitar no chão. Revistaram-me e também revistaram o interior da viatura", disse.
Acrescentou que, posteriormente, foi colocado na bagageira da viatura da Polícia e levado até à zona da Shoprite do Palanca, onde foi posto em liberdade, por alegadamente não se tratar da pessoa que os efectivos do DIIP pretendiam deter.
"Eles pediram-me desculpas e disseram que se tinham confundido e que a pessoa que pretendiam deter não era eu. Saí dali e ainda fui até à mesma recauchutagem onde comprei a jante".
Informou que, posteriormente, recebeu um telefonema do seu patrão, que lhe pediu para resolver primeiro a situação em que estava envolvido.
O jornal Na Mira do Crime contactou o porta-voz do DIIP, intendente Quintino Ferreira, para obter esclarecimentos sobre o assunto. O responsável explicou que os efectivos do DIIP haviam sido accionados na sequência do roubo de um telemóvel que possuía sistema de localização (GPS), o qual indicava a mesma zona onde o lesado se encontrava.
"Tão logo chegaram ao local, encontraram o cidadão a manusear um telemóvel e pensaram que se tratava do suspeito. Por essa razão, conduziram-no, mas, posteriormente, verificaram que não era a pessoa procurada. Apenas estava no local errado e no momento errado", afirmou.







