Descansam no cemitério da Camama os restos mortais do segurança morto à tiro durante assalto no banco BAI
Foi a enterrar na manha desta segunda-feira, 13, os restos mortais de Domingos António, de 60 anos de idade, segurança morto com disparo de arma de fogo durante assalto a uma dependência bancária do BAI, no município do Rangel.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Os momentos do acto fúnebre foram marcados com a presença de familiares, amigos, colegas e a Liga Nacional das Empresas de Segurança Privada, numa cerimónia que, primeiramente, contou com uma cerimônia religiosa.
Quando eram por volta das 10 horas da manhã, a urna contendo os restos mortais de Domingos António foi transportada pelos colegas até a viatura da agência funerária e seguiu para o Cemitério da Camama. Durante o elogio fúnebre, os familiares focaram-se ao desempenho das funções do malogrado enquanto profissional de segurança, com serviço prestado durante 25 anos à proteção de dependências bancárias.
"O pai serviu como efectivo das Forças Armadas Angolanas (FAA) durante a sua juventude, onde viveu momentos difíceis, marcado com um cenário que o deixou com sequelas e deficiência no corpo. Mais tarde, após o serviço militar, enveredou para o serviço de empresa de segurança, na qual exerceu o seu trabalho com dedicação e foi muito respeitado pelos colegas, devido a sua forma amigável de transmissão de conhecimento laboral aos novos colegas", elogiaram os familiares.
Em declarações ao Na Mira do Crime, Cláudio, filho do malogrado, avançou que receberam o apoio da empresa de segurança a qual o seu progenitor trabalhava.
"A empresa encarregou-se em alugar o cenário fúnebre, comprou a urna e pagou a viatura da agência funerária, não só, apoiaram na logística do óbito, quanto as outras empresas que prometeram o apoio apenas mandaram a aguardar", explicou o filho. Quando eram por volta das 12 horas da tarde desta sexta-feira, o clima no seio dos presentes alterou-se, pois, era o momento da colocação da urna à cova. Foram momentos de angústia e manifestações de tristeza profunda com choros e lamentações, ao ver descer à cova a urna contendo os restos mortais de Domingos António.
O malogrado deixa esposa, dois filhos e quatro netos. A filha mais velha está com 34 anos e o menor, com 32 anos de idade.






