Major das FAA assassinado em Viana: Família denuncia alegadas irregularidades na investigação e teme libertação do principal suspeito - Pai é oficial da PNA
A família do reformado Major das Forças Armadas Angolanas (FAA), que em vida respondia pelo nome Lucas da Silva Benguela, de 75 anos de idade, assassinado na madrugada do dia 31
de Maio do ano em curso, após ser alvejado com um disparo de arma de fogo na região do tórax, na presença dos netos menores de idade, durante assalto à sua residência no município de Viana, arredores do bairro da Estalagem, denuncia alegadas irregularidades no acompanhamento do processo de investigação e manifesta preocupação com a possibilidade de libertação do principal suspeito do crime, antes da sua apresentação ao tribunal.
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Por: Kihunga Bessa
Segundo o relato de familiares ao jornal Na Mira do Crime, dois dias após o crime, um indivíduo terá atendido chamadas efectuadas ao número de telefone da vítima, permanecendo em silêncio durante cerca de um minuto. Pouco depois, os familiares aperceberam-se de que a conta do WhatsApp do malogrado estava a ser transferida para outro número.
Desconfiados da situação, os familiares voltaram a contactar o número da vítima e afirmam ter reconhecido a voz do mesmo indivíduo que anteriormente havia atendido a chamada. A informação foi imediatamente comunicada ao Serviço de Investigação Criminal (SIC), que, segundo a família, deslocou-se ao local e iniciou diligências que culminaram na detenção de um suspeito, alegadamente encontrado na posse do telemóvel da vítima.
Ainda de acordo com os familiares, no mesmo dia foram informados de que o suspeito já se encontrava detido.
No dia seguinte, alguns membros da família deslocaram-se ao piquete do SIC, onde lhes foi exibido o telemóvel pertencente ao malogrado e confirmada a detenção do suspeito.
Após o funeral, um efetivo do SIC que, segundo a família, acompanhava o caso terá informado que o detido é filho de um chefe da Polícia Nacional afecto ao Comando Municipal do Rangel.
O mesmo agente terá referido que, no dia do crime, o suspeito integrava um grupo de quatro indivíduos, entre os quais o seu irmão mais velho, actualmente foragido, que alegadamente já cumpriu uma pena de três anos de prisão pelo crime de homicídio, na Comarca de Viana.
A família afirma ainda que tem a informação que o mandado de detenção do alegado foragido estaria a ser ocultado devido à influência exercida pelo pai dos suspeitos, informação que, até ao momento, não foi confirmada oficialmente pelas autoridades.
Os familiares dizem estar preocupados com o andamento do processo, alegando dificuldades em obter informações junto das autoridades. Segundo relatam, apenas um efetivo do SIC continua a responder aos seus contactos.
Na semana passada, deslocaram-se ao Comando de Viana, onde foram informados que o processo já não se encontrava naquela unidade policial, mas sim no Comando Provincial.
Posteriormente, no Comando Provincial, receberam a informação que o processo decorre normalmente.
No entanto, a família questiona por que motivo o caso (o detido) não foi presente à imprensa e o caso tornado público pelas autoridades, tendo em conta que se trata de um crime de natureza pública.
Temendo que o suspeito possa ser colocado em liberdade antes de ser presente ao tribunal, os familiares apelam à intervenção das autoridades competentes para garantir a imparcialidade da investigação e assegurar que a justiça seja feita.








