No táxi: Capitão das FAA dispara contra cabeça de um jovem por lhe pedir para "emagrecer"
Adolfo Kaluila, motorista do táxi em que aconteceu o infortúnio e viveu o caso na primeira pessoa, explicou ao Na Mira do Crime que tudo aconteceu quando fazia a sua actividade de táxi, logo após a meia-noite do dia 31 de Dezembro de 2023.
Por: Edilson Pinto
“Depois dos kandandus, desci com a viatura até a zona da Baquitacoce, onde encontrei muitos passageiros, parei à viatura e subiram os passageiros, na sua maioria eram crentes da igreja Kimbanguista”, recordou.
O acusado, identificado como Afonso Kiala, de 65 anos de idade, ostenta a patente de Capitão, e no dia do crime estava acompanhado da sua esposa.
“Os dois estavam trajados com roupa branca da referida igreja, depois de subirem, entrou no carro um grupo de 4 jovens, 3 rapazes e uma menina e ocuparam e todos ocuparam o banco de trás, como não tinha cobrador, fechei a porta do carro e segui viagem”, disse.
“Sendo passagem de ano, cada um tinha a sua conversa e eu apenas prestava atenção ao volante e a estrada, depois de algum tempo ouvi um barulho que parecia um disparo, perguntei isso é o quê? Ninguém teve a coragem de responder, voltei a perguntar e alguém lá atrás disse, esse mais velho matou alguém no teu carro, quando ouvi isso eu disse, se houve morte eu não vou parar vamos até a esquadra mais próxima, logo mudei a marcha do carro, comecei a acelerar, ouvia lá trás o mais velho a gritar incansavelmente para que eu parasse o carro, eu sabia que se parasse todo mundo desceria e eu ficaria sem testemunhas”.
Depois de acelerar a viatura, Adolfo dirigiu-se até a uma esquadra, mas, durante o trajecto, o homicida já havia aberto uma das janelas e jogou-se para fora do carro e meteu-se em fuga.
Na esquadra, conta, os passageiros contaram o que viram e, através da mulher do acusado identificaram o assassino.
Na Esquadra, o corpo foi identificado como sendo do cidadão José Pedro José, de 21 anos de idade.
Diligências polícias foram feitas e conseguiram através da mesma senhora chegar até ao acusado, que já se encontra a contas com a justiça.
Questionado sobre as razões que o levaram a matar o jovem, este respondeu que os rapazes estavam embriagados, e o malogrado lhe terá proferido ofensas morais.
A família da vítima, desolada, clama por justiça. Domingos Gimbe, tio do malogrado, em lágrimas lembra do sobrinho que era muito alegre e, apesar da tenra idade, era moto-taxista e kudurista, conhecido no mundo da música como “Male Spy”.










