Viana - Pai pede pena máxima ao agente da polícia que matou a filha de 13 anos com uma bengala na cabeça
Um agente de primeira classe da Polícia Nacional, identificado por Costa Benjamim, está a ser acusado de ter matado, com uma bengala na cabeça, uma adolescente de 13 anos de idade, conhecida por Cristina António, às 22 horas do dia 05 de Janeiro do ano em curso, no bairro Ana Paula, no Distrito Urbano da Estalagem, município de Viana, no desenrolar de uma briga que envolveu as duas famílias. O pai da vítima está revoltado e exige pena pesada ao infractor.
Por: Cambundo Caholua
De acordo com o pai da adolescente, Pedro Miguel, tudo começou no passado dia 05 de Janeiro, quando a sua esposa, Fernanda Alberto, e uma vizinha, identificada apenas por Suza, no caso a mulher do agente da polícia, fruto de algumas desavenças motivadas por acusações de feitiçaria, originou uma briga entre as duas famílias.
As sucessivas acusações entre aquelas famílias já duram algum tempo, tendo já chegado à mesa da Comissão de Moradores do bairro onde, por sinal, deram razão à esposa do senhor Pedro, mas isto não deixou satisfeito o outro lado provocou a última briga.
Já numa terça-feira, 05, por volta das 22 horas, quando o senhor Pedro e a família se preparavam para dormir, foram surpreendidos com a presença do agente da polícia acompanhado também da sua família. "Como o quintal é coberto de chapas, fazendo-se valer do facto de ser um agente da polícia, tão logo chegou, sem pedir permissão, junto com a esposa e filhos empurraram a porta e, de imediato, entraram e começaram a proferir palavras que atiçou uma confusão incontrolável", lembra, salientando que a "invasão" desembocou em pancadaria.
Durante a briga que se desenrolou, o senhor Pedro, pai da menina Cristina, descontrolado pegou numa garrafa atirou contra a cabeça do polícia. E este, por sua vez, pegou num pau a fim de atingir um dos filhos que estava envolvido directamente na briga, mas este esquivou e o objecto atingiu a cabeça da menina Cristina, que no mesmo instante caiu e começou a sangrar pelo nariz e na orelha, tendo sido levada a um centro médico próximo do bairro.
Não havendo condições, foi transferida para o Hospital Maria Pia, onde sofreu uma intervenção cirúrgica, mas devido ao agravamento do ferimento não resistiu e morreu no dia seguinte.
"Realizamos o óbito, gastamos 480 mil Kwanzas, mostramos as facturas à polícia para ver se nos ajudassem, apenas disseram que iam fazer, mas até hoje nada. Já se passa um mês desde a morte da minha filha, não tenho certeza se ele, o polícia, está detido ou não, só falam que está no Comando Municipal de Viana, fui para lá e encontrei o nome dele, mas não o vi", descreveu o pai da menina Cristina.
A família da vítima apela às autoridades judiciais no intuito de levarem a cabo um julgamento justo que, em seu entender, poderá desembocar na condenação do agente na pena máxima.










