Efectivo da Força Aérea executado a tiro em frente da mulher e do filho de 4 anos
Cerca de 14 elementos, armados com arma de fogo do tipo pistola e AKM, assaltaram uma residência situada no município de Belas, bairro da Zona Verde, na madrugada de domingo, 10, e mataram a tiro um efectivo da Força Aérea, que em vida respondia pelo nome Salomão Paulino Manuel Sebastião, de 32 anos de idade, colocado na Região Aérea Norte, na Unidade de Apoio.
Por: Cambundo Caholua/Kiamukula Kanuma
Suzana Sebastião, esposa do malogrado, em entrevista ao Na Mira do Crime, contou que tudo começou por volta das 2 horas da madrugada de domingo, 10, quando já se encontravam a dormir, e foram surpreendidos com vozes, seguido de batimentos na janela.
“Eles tinham intenção de arrancar a janela, mas como não conseguiram, foram na porta gradeada e, com ajuda de picaretas, pé-de-cabra, maçareta e um pedragulho, arrancaram o gradeamento e depois forçavam a porta”, recordou, salientando que eram mais de 10 marginais.
Segundo a nossa entrevistada, enquanto os marginais empurravam a porta, o malogrado, no interior, impedia a abertura
“Então efectuaram um disparo que atingiu o braço esquerdo do meu marido, e dois meliantes entraram em casa, um armado com pistola e um porrete da polícia, com as seguintes características: alto, magro de pele escura e o outro baixinho, de pele clara, barrigudo que empunhava uma AKM”, descreveu.
Depois de localizarem o malogrado, sem dó nem piedade, “o baixinho efectuou dois disparos, um no peito, do lado esquerdo e o outro detrás no ombro direito, a queima-roupa, a minha frente e da criança”, chorou.
De acordo a viúva, que é mãe de um bebé de 4 anos e está concebida de 6 meses, os marginais vieram com objectivo traçado “matar”, uma vez que não levaram nada de casa.
Suzana Sebastião, enquanto falava para a nossa reportagem, as lágrimas teimosamente escorriam-lhe o rosto.
“Só me resta pedir que a justiça seja feita”, estas últimas palavras já vinham com soluço e sem forças no corpo de tanto se rebolar no chão.
Segundo relatos de familiares, depois dos disparos e de os bandidos abandoraem a residência, o militar ainda foi socorrido até ao Hospital Geral da Camama, onde recebeu a primeira assistência médica, mas dada a gravidade dos ferimentos, não resistiu e foi a óbito
Colegas lamentam perda de uma pessoa bem relacionada
“Man-Saló”, para os colegas, era uma pessoa muito bem relacionada, Clemente Mateus, um dos mais de vinte colegas que se fizeram presentes em casa do óbito, disse ao Na Mira do Crime que o malogrado era pessoa de trato fácil, bem relacionado e humilde, “não conheço um único inimigo do Salomão”, disse.










