Anciã de 72 anos morre após ser alvejada por suposto agente do SIC
Um suposto efectivo do Serviço de Investigação Criminal (SIC), colocado na Direcção Geral, identificado por Amoroso de Oliveira Fernandes, conhecido também por chefe "Li", está ser acusado de ter efectuado um disparo, na última terça-feira, 12, contra uma anciã, que em vida atendia pelo nome Maria Ferrão Alexandre, de 72 anos de idade.
Por: Cambundo Caholua
Moradora do bairro Malanjinho, distrito do Golf, município do Kilamba Kiaxi, o crime ocorreu no momento que a infeliz comercializava pão, no mercado da Mutamba, tendo sido atingida na região da coxa direita.
Joana Domingos, irmã da malograda, conta que a irmã vendia pão no mercado da Mutamba, a tardinha, quando eram 16 horas, foi comprar o produto, então, “assim que ela estava a vender, o moço do SIC estava a consumir cerveja numa Roullote, foi quando apareceram uns rapazes de grupo que estavam a lutar, e o chefe Li, ao sair do sítio onde estava a consumir, fez alguns tiros para afugentar os miúdos, só que um dos tiros atingiu a minha irmã na coxa direita", descreveu.
A nossa entrevistada, disse ainda que de imediato a irmã foi socorrida até ao Hospital do Prenda, onde foi submetida a uma cirurgia.
"Na mesma hora, levamos ela ao Hospital do Prenda, onde fizeram uma operação para se retirar a bala encravada na coxa, mas não houve sucesso".
Domingas sublinha que, desde o dia que a malograda foi internada no Hospital do Prenda, o mesmo agente sempre esteve presente e ajudava em algumas necessidades que a família solicitava.
“Ele no princípio ajudou a dar dois balões de sangue, comprava descartáveis, ajudava em quase tudo que era solicitado", salientou.
A senhora, indignada com o momento que a família vive, explicou que, na madrugada de sábado, 16, a anciã de 72 anos de idade, depois de quatro dias internada, não resistiu ao ferimento e foi a óbito.
“A partir daquela altura, assim que o acusado tomou conhecimento da morte da minha irmã, deixou de assumir as suas responsabilidades, alegando não sendo ele o autor do disparo”, contou.
"Nós só queremos que ele assuma o óbito, nós não temos condições, até ao momento não sabemos quando vamos enterrar porque estamos sem dinheiro, já gastamos cerca de 180 mil Kwanzas, quem vai devolver esse dinheiro?", indagou.
O Na Mira do Crime contactou o agente do SIC, conhecido por chefe "Li", a fim de ouvir a sua versão sobre a acusação que pesa sobre si, tendo o mesmo demarcado do homicídio e ter dito que foi o seu colega, identificado por Domingos Máfia, mais conhecido por "Ze Kalanga", que efectuou os disparos naquela noite.
"Não fui eu quem fiz os disparos, foi o meu colega", questionado que, se não foi o autor dos disparos, por que só agora, depois da vítima ter morrido, é que se manifesta inocente?.
"Naquele momento apenas queria ajudar o meu colega, porque eu vivo no mesmo bairro onde aconteceu o caso, por isso assumi, mas não fui eu quem disparou", rematou.
A família pede as autoridades que localizem o efectivo, para que se responsabilize pelo óbito.










