Era marginal - Jovem é tirado de casa por indivíduos desconhecidos e é encontrado morto na morgue de Cacuaco
Moisés Ateua André, de 24 anos de idade, que residia no bairro da Pedreira, Distrito Urbano dos Mulenvos de Baixo, município de Cacuaco, foi levado de casa, por indivíduos desconhecidos e foi encontrado morto no dia seguinte, na morgue do Hospital de Cacuaco.
Por: Cambuta Vieira.
O facto sucedeu na manhã do dia 19 de Março, às 05 horas da manhã, quando dois indivíduos, trajados a preto, munidos de pistolas, bateram a porta chamando pelo seu nome. Este saiu para ver quem eram, e foi surpreendido pela dupla que o levou sem dar nenhuma explicação.
Celita Ngueve Ateua, mãe do malogrado, disse que o seu filho saiu de roupa interior para ver quem eram, mas os senhores o surpreenderam com algemas, não permitindo que pusesse roupa. "Um deles disse ao meu marido para seguí-los; o caso é no Capalanga, nós nos dirigimos para lá, mas não encontramos", lembrou.
"No dia seguinte, depois de tanta procura, fomos à morgue do Hospital Municipal de Cacuaco e encontramos o corpo do meu filho com sinal de um tiro na testa", narrou.
Entretanto, confessou que o seu filho não tinha boa conduta, pois quando fizesse o uso de estupefacientes roubava e assaltava pessoas na via pública, mais precisamente na vala da Pedreira, apesar de, nos últimos dias, ter tentado afastar-se "dessa vida".
Feliciana Mota António, viúva de Moisés, realçou que" o seu marido já estava a deixar "dessa vida e estava a comportar-se bem, como um bom pai de família", mas no dia em que foi levado, ela não estava em casa, mas haviam conversado, no sentido de tratar o Bilhete de Identidade para permitir arranjar emprego.
Moradores confirmam que o malogrado era considerado "altamente perigoso" no bairro da Pedreira. "Ele já foi apanhado várias vezes a roubar, sendo que uma vez, ao tentar roubar, foi atingido por duas balas que, até à data da sua morte nunca foram retiradas do corpo.
A equipa deste jornal contactou o responsável do Serviço de Investigação Criminal de Cacuaco, e sem gravar a entrevista disse que, a nível do comando, não recebeu nenhuma informação a respeito, tendo aconselhado a família enlutada para que se dirigisse ao piquete, para o devido tratamento e acompanhamento.










