Supostos agentes do SIC espancaram brutalmente e carbonizaram dois jovens no Benfica
No Benfica, município de Talatona, dois jovens foram brutalmente espancados com machados, catanas, paus e posteriormente carbonizados, supostamente por agentes do SIC.
Por: Solange Figueira
Joana Corrente, mãe do malogrado que em vida chamava - se João Zeferino, de 19 anos de idade, conta que tudo aconteceu na madrugada do dia 2 de Abril, quando o seu filho passou a noite na casa da namorada por causa das chuvas e foi surpreendido por um grupo de 10 elementos que se identificaram como efectivos do SIC e acusaram Joãozinho, como era carinhosamente chamado, de ter roubado uma arma de fogo.
Tina, a namorada de Joãozinho, que presenciou todo acto, diz que foram apanhados de surpresa às 4 horas da manhã, quando ela e o namorado ainda estavam a dormir.
Os supostos agentes do SIC, além de armas de fogo, estavam munidos também com machados, paus , catanas e facas. Arrancaram o jovem da cama com muita brutalidade, arrastaram-no até ao quintal onde o espancaram.
O jovem gritava que não era marginal, que era trabalhador, pedia por socorro e mesmo assim foi brutalmente espancado e carbonizado até a morte.
Dona Petronela, vizinha e patroa de Joãozinho, afirma que o jovem era trabalhador e aconselhava os amigos a não seguirem a vida do crime. No dia em que foi levado viu que os supostos agentes do SIC estavam muito furiosos e com uma expressão facial de ódio e não entendem porque razão o Joãozinho foi morto daquela forma.
Jamba, tia de um outro jovem, que em vida chamava-se Ladir, de 22 anos de idade, viu o seu sobrinho ser retirado à força do seu quarto e arrastado para o quintal, no mesmo horário em que o outro jovem foi espancado e morto, às 4 horas da manhã.
Sem darem nenhuma explicação, os homens apresentaram-se como sendo do SIC, empurraram a porta com catana e perguntaram se ele era o Ladir; quando respondeu que sim, começaram logo a torturá-lo.
Marcelina, vizinha do falecido Ladir, viu os dois jovens a serem espancados pela janela e afirma que era um grupo de homens de um porte físico grande e terminaram de torturá-los às 5 horas da manhã, depois atearam fogo nos corpos até carbonizarem.
Revoltadas, as famílias foram até à esquadra mais próxima fazer uma participação, mas não obtiveram resposta. Clamando por justiça dizem que os dois foram barbaramente torturados e assassinados do jeito que o falecido Calebe morreu, por pessoas que fazem justiça por mãos próprias.










