Em Viana: Cabo das Forças Armadas assassinado a tiro durante assalto a sua residência
Quatro elementos não identificados, munidos com quatro armas de fogo do tipo AKM, mataram a tiro, na madrugada de quinta-feira, 18, um segundo cabo das Forças Armadas Angolanas (FAA), que em vida respondia pelo nome Fernando Manuel, de 31 anos de idade, durante assalto em sua residência, localizada no bairro Tande-1, município de Viana, junto ao colégio Jorssanto Chianga.
Por: Cambundo Caholua
Falando em exclusivo ao Na Mira do Crime, a esposa do malogrado, Maria Cardoso, explicou que tudo ocorreu por volta das 2 horas do dia já referenciado, quando quatro elementos armados com 04 AKM, pularam o quintal do colégio Jorssanto Chianga, que dá acesso à residência do militar, tendo surpreendido o casal, que se encontrava a dormir.
"Nós acabávamos de ir a cama, não tardou, o meu esposo ouviu um barulho e, de seguida, foi a sala para saber o que estava acontecer", recordou.
"Assim que o meu esposo abriu a cortina do quarto, aquilo despertou os marginais, sabendo que ele era militar, sentiram-se ameaçados, e pensando que ele estava armado, efectuaram um disparo que atingiu o peito do meu marido e ele caiu ao chão”, contou.
De acordo com a nossa entrevistada, enquanto o esposo lutava com a vida, os bandidos revistaram a casa e levaram consigo 152 mil Kwanzas, quatro telefones digitais e multi-caixas.
Tão logo se retiraram, Maria bateu a porta de um tio e vizinhos em busca de socorro.
“Apareceu um vizinho que tem carro e saímos para chegar até ao Hospital do Capalanga”, disse a esposa em lágrimas, no entanto, no percurso a viatura apresentou duas avarias que condicionou à marcha até ao hospital, tendo sido obrigada a pedir ajuda na estrada.
“Apareceu uma viatura de operacionais do SIC, que prontamente ajudaram a transportar o meu marido até ao Hospital do Capalanga, onde os médicos ainda prestaram os primeiros socorros”, mas, devido a gravidade do ferimento, o militar não resistiu, e foi a óbito por volta das 5 horas de quinta-feira.
"Não sei o que fazer, só peço a Deus que esses marginais paguem pelo que fizeram", rogou, implorando que a polícia faça o seu trabalho.
“Aqui no Tande temos muitos gatunos, não temos esquadras, as únicas que temos estão distantes de nós", disse.
Moradores da zona dizem que estão entregues a própria sorte, uma vez que, qualquer investida dos marginais não têm a quem recorrer ou como pedir ajuda.
“Nós dependemos da Esquadra do Baia, Km-30, ou então a Esquadra do Kangonjo, estão muito distante da nossa zona, é assim todas as noites aqui, quando chega a noite a pessoa reza para acordar, ou pelo menos para não ser visitada pelos bandidos, que na maior parte das vezes estão armados e matam”, sentenciaram.










