Engenheiro de construção civil ‘executado’ dentro da sua viatura por elementos desconhecidos
Três elementos não identificados, armados com uma arma de fogo do tipo pistola, mataram com dois tiros um engenheiro de construção civil, que em vida respondia pelo nome Januário Fernando, de 40 anos de idade, dentro da sua própria viatura, na madrugada de domingo, 19, no bairro Dangereux, junto à rua do Kamorteiro, município de Talatona.
Por: Cambundo Caholua
Delfim, irmão da vítima, conta ao Na Mira do Crime que tudo começou depois que o malogrado decidiu sair de uma festa, no Projecto Nova Vida, organizada pela empresa denominada "NOHA COSTRUTION", onde por sinal o mesmo trabalhava, por volta das 3 horas da madrugada de domingo, 19.
“O meu irmão saiu do local na sua viatura de marca Nissan, modelo Patrol, vulgo Obama, de cor preta, acompanhado de duas colegas que pediram boleia, uma com destino ao Dangereux, ao passo que a outra ficaria na zona da Multiperfil”, contou.
Nas imediações do bairro Dangereux, propriamente na zona do Kamorteiro, onde a vítima deixou uma das colegas, assim que tentou seguir para a Multiperfil, foi surpreendido por três elementos desconhecidos, armados com uma pistola.
"Os meliantes aproximaram-se da viatura e bateram no vidro, assim que o meu irmão abriu, confirmaram que era ele, um dos elementos gritou é o 'wy', e efectuou de imediato um disparo que atingiu o ombro direito, o meu irmão depois de ser alvejado a primeira vez, ainda tentou fugir com a colega dentro da viatura, mas devido o ferimento embateu contra uma parede e perdeu os sentidos, assim que foi alcançado pelos malfeitores, efectuaram mais um disparo que atingiu a região do pescoço”, narrou o nosso entrevistado, acrescentando que, sem terem levado nenhum meio de valor, e deixado a colega ilesa, os bandidos colocaram-se em fuga.
Já na agonia, conta Delfim, Januário Fernando foi socorrido até à Clínica Sagrada Esperança, no Talatona, mas devido à gravidade dos ferimentos, não resistiu e acabou por morrer por volta das 5 horas de domingo, 19.
Num ambiente de consternação, na residência do malogrado, situada na centralidade do Kilamba, familiares, amigos e colegas choram a morte prematura de Januário Fernando, que deixa três filhos e viúva.
"Era um pai para nós, é assim como o tratávamos", enalteceu um dos colegas de trabalho.
Este jornal continua a apurar as motivações que levaram a morte de Fernando, no ambiente familiar, presumem que a vítima estava ser seguida e, pelos factos, tudo indica que haja um mandante no meio disso.
O Na Mira do Crime sabe que a colega que também se encontrava na viatura, no momento que o malogrado foi alvejado, já foi ouvida pelo SIC-Belas, e investigações continuam para o esclarecimento do crime.
Quanto ao dia do funeral ainda não há uma data prevista.










