Jovem assassinado em casa por marginais: SIC obrigou familiares a conviver com sangue da vítima e a fazer a remoção do cadáver
Um cidadão nacional que em vida respondia por Simoni Camate, de 38 anos de idade, residente na rua do Docente, bairro Augusto Ngangula, município de Cacuaco, foi morto por disparo de arma de fogo na madrugada de terça-feira, 21, durante assalto à sua residência.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku e Natalia Henriques (Estagiária)
A vítima vivia com a família num quintal comum. Por volta da 01 hora da madrugada, marginais não identificados introduziram-se no interior do quintal e, com um bloco, arrombaram a porta da vítima.
Lúcia, esposa, contou ao Na Mira do Crime que, quando ouviram o barulho no quintal e na porta de casa, pensaram que fossem vizinhos.
“Logo que o meu marido abriu a porta deparou-se com os bandidos armados e mascarados, e os vizinhos a serem assaltados, mas havia um deles, corpulento e de pele clara, que estava com a cara descoberta”, recordou.
Tão logo introduziram-se na sala de casa, disse a viúva, os marginais desferiram um golpe com um objecto contundente na região da nuca do seu esposo, e de seguida efectuaram um disparo.
“A nossa casa é marquisada, alguém do quintal deve ter propositadamente deixada a porta aberta, não vi o tiro, apenas vi o Simoni a cair no chão e a sangrar muito, não fez muito tempo morreu; gritei, eles começaram a tirar com muita pressa as coisas dos vizinhos, mas não levaram nada da nossa casa’’, reviveu, acrescentando que foram levadas duas botijas de gás, dois fogões a gás, uma TV plasma e um telefone.
Falta de rigor do SIC apoquenta familiares do malogrado
A família do malogrado, conta que passaram momentos constrangedores, pelo facto de os agentes do Serviço de Investigação Criminal não terem cumprido com o seu papel.
A mãe do malogrado, em lágrimas, explicou que os efectivos do SIC obrigaram-lhes a fazer o trabalho da remoção.
“Fizeram as fotos e disseram que o meu filho foi atingido com algo cortante, e de seguida obrigaram os familiares a colocar o corpo na maca, e de seguida no carro, sem nenhuma protecção; orientaram-nos a não limpar o sangue porque haviam de voltar”, no entanto, até a manhã de quarta-feira, 22 (24horas depois) em que o Na Mira do Crime esteve no local, verdade é que o sangue secava na sala do malogrado, com direito a assistência de toda a família.
Os familiares contam que a falta de “interesse” dos efectivos do SIC fez com que não se apercebessem que junto ao corpo havia uma bala. “Até ao momento não voltaram, parece que o meu filho também foi atingido por um tiro, nem eles sabem disso”, lamentou.
Os moradores da zona apelam os órgãos de segurança no sentido de travar a onda de assaltos que se registam nos últimos dias.
“O nosso bairro é muito perigoso, o destacamento de polícia quase que nunca tem agentes, a turma do apito que se criou por causa da onda de crimes, apenas passam de casa em casa a cobrar as contribuições para alimentação, mas quando há bandidos eles nem sequer aparecem; que se faça alguma coisa”, apelaram.










