PJMilitar “caça” Inspector da polícia acusado de disparar contra cabeça de soldado das FAA
Oficiais da Polícia Judiciária Militar (PJM), junto do Comando Provincial de Luanda, trabalham arduamente para esclarecer o crime ocorrido a meia-noite do dia 19 do mês de Maio do ano em curso, no campo Cruz Linda, território operacional da 44 Esquadra, situada no Km 12-B, distrito urbano da Estalagem, onde um soldado das Forças Armadas Angolanas (FAA), identificado apenas como Bartolomeu, colocado na Região Militar Cabinda, foi alvejado com um tiro na cabeça, supostamente por um inspector da polícia, colocado na esquadra acima referenciada.
Por: Ngunza Chipenda
Tudo ocorreu depois de uma contenda na barraca da “Dona Estela”, que opunha uma cidadã (irmã do militar) e um outro cidadão, facto que motivou a chegada da polícia colocados na 44 Esquadra, chefiados por um Inspector apenas identificado como “Perdigão”.
Quando convidavam a jovem a acompanhá-los para unidade de polícia, houve resistência, facto que fez com que a mesma fosse espancada e consequentemente jogada para o carro patrulha, mesmo estando desmaiada.
Este facto criou revolta entre os irmãos da jovem (entre eles o militar), que tentaram inviabilizar o trabalho dos efectivos.
Foi assim que, contam testemunhas, começou uma contenda entre os efectivos e os irmãos da jovem que pediam para acompanhar a irmã até a unidade.
Este pedido não foi aceite pelos agentes, mesmo depois do jovem identificar-se como “colega”.
Em acto sequente, no “puxa-puxa”, o inspector Perdigão terá descido da patrulha, sacou a arma e fez dois disparos ao solo, e os jovens colocaram-se em fuga, no entanto, o militar apercebeu-se que havia sido baleado e começou a gritar.
Os agentes seguiram viagem e a vítima foi socorrida até a um posto médico local, onde, dada a gravidade, foi levado com urgência ao Hospital Maria Pia, onde segue internado na UTI.
A nossa investigação junto do corpo clínico fez saber que o jovem perdeu a visão e a audição, em consequência do disparo.
Oficiais da Polícia Judiciária Militar no terreno
O Na Mira do Crime sabe que, após tomar conhecimento, oficiais da Polícia Judiciária Militar colocadas no Comando Provincial de Luanda, começaram a investigar o caso, e atribuem suspeitas aos efectivos da referida Esquadra, de terem sido os responsáveis do único disparo de arma de fogo que atingiu o militar Bartolomeu, e tudo fazem para responsabilizar o culpado.
Este jornal está em cima do caso, e trará mais dados nos próximos dias.









