Cidadão de 50 anos acusado de matar à pancada menor de 14 anos que assaltou a sua residência e pretendia violar uma das filhas
Alberto Jaime Isaac, cidadão nacional de 50 anos de idade, está ser acusado de ter matado à pancadaria o adolescente Xavier António, mais conhecido por Yanilson, de 14 anos de idade, na madrugada do dia 12, depois ter arrombado a chapa de tecto da sua casa, sem roupas, no bairro Agostinho Neto, Distrito Urbano do Kalawenda, município do Cazenga.
Por: Mário Cunha
De acordo com Albertina Angélica Jaime, filha do acusado, foi por volta das 03 horas da madrugada do dia 12, por intermédio de estrondo por cima do tecto de casa, no compartimento da cozinha, que o pai despertou e foi perceber o que se passava.
Ao se aproximar da geladeira, notou a presença dum menor sem roupas. Era o Yanilson, que depois de ser abordado, revelou ao acusado que não estava só; tinha como companhia um outro jovem conhecido por Bruci, que presumiu ter 29 anos de idade e tinha em posse uma arma de fogo, mas que tinha ainda outras armas escondidas de baixo de um monte de areia, no quintal dele.
Segundo o petiz, por sinal vizinho do acusado, Bruci o ordenou a cumprir a missão de entrar em casa do senhor António para roubar e violar qualquer uma das filhas, em troca de Akz 5.000.00 Kwanzas, sob pena de ser morto.
"Ele disse que se esfregou um pó mágico na roupa para não ser apanhado e que espalharia para os quartos no sentido de ninguém acordar, mas tinha que despir a roupa a fim de escalar bem o tecto", recordou a filha.
Aflita, disse ainda, enquanto interrogavam o menor, ouviram outro barulho no tecto, o que levou os membros da família a pedir socorro aos vizinhos.
As ligações feitas à polícia não passaram disso mesmo. Até porque só às sete horas é que apareceram alguns efectivos, quando os moradores já tinham feito justiça pelas próprias mãos.
Os moradores agrediram o menor que ficou inconsciente, e familiares deste também agrediram o senhor Alberto Jaime que posteriormente foi detido e conduzido à esquadra "alegadamente para ser protegido", já que os familiares do jovem prometiam vingança.
O que parecia ser protecção passou a ser extorsão. Ou seja, alguns efectivos da esquadra exigiram da família 200 mil Kwanzas para "abafar o caso", mas apenas foram dados 80 mil e ele permaneceu detido.
Fontes deste Jornal contaram que o malogrado chegou a ser expulso de casa dos pais depois destes se aperceberem que o seu filho fazia parte de um grupo de marginais que realizava assaltos e consumia drogas. E, por seu turno, a mãe do malogrado, Teresa Miguel Manuel Pinto, de 39 anos de idade, disse que teve a oportunidade de conversar com filho, já em estado crítico, no Hospital Geral dos Cajueiros, e terá confessado que saía de uma festa e pulou o muro da casa do vizinho, e sem ser questionado, foi retirado da casa para fora onde foi espancado.
Já Mireth Mateus Gonçalves, tia do malogrado, exigia que se fizesse autópsia, já que acreditava não se tratar apenas de agressão física, mas também de envenenamento por uma substância estranha, por darem conta que Yanilson apresentava a barriga inflamada e o corpo escuro.
No entanto, o resultado da autópsia concluiu que o malogrado teve um choque traumático e trauma craniano cefálico, dados que podem desconsiderar o envenenamento ou introdução de qualquer substância estranha no organismo.
Este Jornal sabe que familiares do acusado estão a ser alvos de ameaças todos os dias, ao ponto de abandonarem a casa, temendo represálias prometidas pelos familiares da outra parte.
António tinha o seu julgamento agendado para esta segunda-feira, 24, no Tribunal Dona Ana Joaquina a partir das 10 horas, mas foi adiado.










