Levaram mais de 450 caixas de carne: SIC detém marginais que assaltaram e mataram um segurança num armazém de frescos
O Serviço de Investigação Criminal (SIC), através da sua direcção municipal do Cazenga, deteve, quatro 04 marginais, dos quais uma do sexo feminino, identificada por Inês Antónia, de 49 anos de idade, e Nzinga Pedro, "KK" de 29 anos de idade, envolvidos em crimes de associação criminosa, roubos qualificados de arma de fogo do tipo AKM e bens alimentares, que culminou com a morte de um segurança que em vida respondia pelo nome Carlos Manuel Malengue, de 63 de idade, isto no passado dia 23 de Junho do ano em curso, por volta das 2 horas da madrugada.
Por: Cambundo Caholua
Os factos ocorreram no bairro 11 de Novembro, Rua do Prédio Major, no interior de um armazém de frescos, onde a vítima exercia o trabalho de segurança.
Dos quatro, apenas dois foram apresentados na manhã de sexta-feira, 05, identificados como Nzinga Pedro, "KK", de 29 anos de idade, e uma menina, que atende pelo nome Inês António, de 29 anos de idade, que recebeu algumas caixas de coxa para revender.
De acordo com o Porta-voz do SIC-Luanda, Superintendente-chefe, Fernando Carvalho, tudo aconteceu quando o infeliz foi surpreendido pelos marginais, no estabelecimento comercial em que se encontrava em serviço de guarnição e, sob fortes ameaças de morte, desarmaram a sua arma do tipo AKM e, de seguida, ataram-no tanto os membros superiores como inferiores e, de modo excessivo, fitaram o seu rosto por completo.
Diante disso, explicou o Porta-voz, dada a falta a de oxigénio a vítima não resistiu e acabou por morrer.
Posteriormente, disse Carvalho, os marginais, já dentro do armazém, retiraram 450 caixas de carnes diversos: frango e coxa, tendo acrescentado que uma das detidas, no caso a senhora Inês, já tem passagem pela polícia pelo mesmo crime de revenda de mercadorias roubadas.
A mercadoria foi recepcionada por várias clientes e comercializada a preços abaixo daquilo que se vende no mercado.
O Na Mira do Crime ouviu um dos implicados, que confessou a sua participação naquele acto macabro, tendo dito que foi apenas convidado para fazer um frete.
"Fui convidado para fazer um frete, quem ligou para mim é o "Má Zé", não é meu amigo, é apenas um conhecido, não sou marginal, eu sou motorista, me chamaram apenas para levar as caixas", negou, tendo sido questionado que pelo horário que lhe foi contacto para fazer o tal carregamento não achou estranho e pelo menos deixar para um outro dia, o jovem respondeu da seguinte maneira: "pela hora realmente eu tinha mesmo que perguntar, mas 'epha' eu precisava dos valores", concluiu.
A mercadoria tão logo foi roubada, já tinha as clientes e estas vendiam a um preço muito abaixo do mercado, exemplo é da senhora Inês António, que está detida, uma das compradoras que recepcionou 50 caixa de coxa e revendeu cada caixa ao preço de 15 mil Kwanzas, tendo facturado 150 mil Kwanzas.
A mulher do malogrado, senhora Amélia, lamenta a morte do esposo e pede justiça.
"Temos filhos, quem vai cuidar deles, quem vai pagar a escola?", começou por questionar, tendo no final, com lágrimas, apelado justiça e ajuda para os seus filhos.
O director da empresa "JASIM DIVISÃO DE SEGURANÇA", Francisco Simão, onde o malogrado era funcionário, assegurou a este jornal que todo o apoio à família está a ser providenciado.
Numa operação de um trabalho árduo realizado pelos operacionais colocados naquela municipalidade, foi possível deter os quatros implicados e posteriormente, junto com as provas, encaminhados ao Ministério Público.










