População do Hoji-ya-Henda comemora morte do bandido “Mamã Rotó” executado com 5 tiros
Um jovem identificado apenas como Tiago, conhecido no mundo do crime como “Mamã Rotó”, ex-morador da rua do Cambaxi, distrito urbano do Cazenga-popular, foi morto com cinco tiros na noite de quarta-feira, 10, por elementos não identificado, próximo a padaria El Karor, situada na zona do Patrício, Sector 5, distrito urbano do Hoji-ya-Henda.
Por: Mário Cunha (Freelancer)
O Na Mira do Crime esteve no local onde o criminoso foi executado, e ouviu testemunhas que viram como tudo aconteceu.
Um dos funcionários da padaria que não será identificado para sua segurança, explicou que tudo aconteceu por volta das 23 horas, quando Mamã Rotó encontrava-se no exterior do estabelecimento, em companhia dos seus amigos, a comprar pão com alguns enchidos.
“Surgiram dois elementos mascarados, abordo de uma motorizada, foi tudo muito rápido, eles ainda lhe perguntaram se era o Mamã Rotó, quando respondeu que sim, foi alvejado com cinco tiros a queima-roupa, um na região do pescoço, dois nas costas e dois na barriga”, explicou.
O funcionário reconhece a má conduta do malogrado quando em vida causava vários dissabores aos moradores.
“Ele era marginal, estava na cadeia recentemente por assaltar uma casa e alvejar o dono, saiu há bem pouco tempo, para além disso, já assaltou um pastor e um efectivo das Forças Armadas Angolanas, ele sempre andava com uma catana na cintura, mas ontem, dia da morte dele, ficamos surpreendido por não andar com ela", revelou.
Armindo Luís, morador do sector 5, distrito do Hoji-ya-Henda, diz que Mamã Rotó e os seus amigos perfuraram com catana e faca a mão de um cidadão congolês, que poderá ser amputado pelo estado em que se encontra o seu membro.
Muitos moradores do sector 5, assim como apurou o Na Mira do Crime, estão satisfeitos com a morte do jovem que era muito conhecido pelas más práticas que realizava.
"É inevitável não ter que estranhar com a morte de alguém que matava, violava e causava muitos danos à sociedade", atirou um morador.
Em conversa com um dos moradores que não quis gravar entrevista, recordou que o malogrado foi um jovem envolvido em prática de lutas de gangues desde 2021.
“Em 2022 lhe esquartejaram a cara com vários golpes de catana por um grupo rival, ficou em coma por vários dias, mas ainda voltou mais bandido ainda”, lamentou.
Este criminoso já foi matéria de reportagem no Na Mira do Crime, em 2022, quando foi gravemente ferido e ficou em coma.
O malogrado fazia parte de vários grupos de marginais como, “Os M de Maldição”, “Os Caso Porras” (dentro do Cazenga-popular), e “A Rebelião” no Hoji-Ya-Henda.










