Jovem de 19 anos é morta pelo namorado após recusar interromper a gravidez
Uma cidadã nacional que em vida respondia pelo nome Aurora Joaquim Samoma, de 19 anos de idade, residente no bairro 'Forno do Cale', município de Cacuaco, morreu no pretérito domingo, 07, vítima de espancamento por parte do namorado, identificado por Miguel Nando, por supostamente ter-se recusado a interromper uma gravidez de quatro (04) meses.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Os factos narrados pela mãe da malograda, Deolinda Muenho, atestam que no dia do infortúnio, de manhã, a vítima despediu a senhora alegando que ia em casa do namorado, na zona da Cerâmica.
“Nos últimos dias o namorado insistia a minha filha a interromper a gestação, pelo facto de o mesmo ter uma outra relação, e fazia ameaças a minha filha", recordou.
“Assim que cheguei da igreja, apareceram as irmãs do namorado dela a informar que a minha filha estava em estado grave, e que havia sido socorrida ao hospital municipal”, disse, acrescentando que rapidamente deslocou-se a unidade sanitária.
“Os médicos me informaram que a minha filha chegou ao hospital já sem os sinais vitais. O namorado estava lá com as irmãs dele, ela estava quase sem roupas, com o braço e o pescoço quebrado e um ferimento na testa, chegou ao ponto de fazer necessidades na roupa", lamentou.
Em declaração a este jornal, António Vitorino, tio da malograda, disse que durante a conversa que manteve com o namorado da jovem, ainda no hospital, indicavam que ele conhecia as razões que levaram a morte da companheira.
"Quando perguntei a ele o que se passou, apenas respondeu que o culpado era ele, então, como ele estava muito assustado, fomos a casa dele para o acalmar", contou, tendo acrescentado que o estado em que se encontrava o quarto do implicado o levou a desconfianças.
"O quarto estava desarrumado e havia comprimidos no chão, dava para notar que alguma luta havia sido travada naquele quarto", deduziu.
No dia seguinte, isto na segunda-feira, 08, a família voltou a casa do referido namorado para melhores esclarecimentos por parte do indivíduo.
"Conseguimos nos aperceber que ele e as suas irmãs estavam a esconder as reais causas da morte da nossa filha, contrariavam-se ao explicar, então, o levamos até ao Comando de Cacuaco", disse.
O resultado da autópsia, disse o nosso entrevistado, atesta que a causa da morte foi agressão física e asfixia.
Contactada pela nossa reportagem, a polícia local garantiu que o implicado está sob custódia do Departamento de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP), e sequências investigativas estão a ser levadas para o devido esclarecimento da morte da cidadã.










