Extorsão sexual: SIC desmantela rede criminosa que exigia até 10 mil euros a portugueses que enviavam imagens dos seus órgãos genitais
O Serviço de Investigação Criminal através da sua Direcção Central de Combate aos Crimes Informáticos, apresentou aos órgãos de comunicação social, três cidadãos de 17, 18 e 19 anos de idade, dentre estes dois de Cabinda e um de Luanda, integrantes de uma rede criminosa, que se dedicavam a extorsão sexual e chantagem na internet.
Por: Carla Nayara
Os acusados, foram detidos no dia 2 de Agosto, no município de Luanda, bairro Catambor, pela prática dos crimes de associação criminosa, extorsão sexual e chantagem na Internet, burla informática e falsificação de títulos de crédito, em que foram vítimas 13 cidadãos portugueses e um indiano, com idades entre 45 e 50 anos.
Por: Ngunza Chipenda
Segundo o Porta-voz do SIC-Geral, Superintendente-chefe, Manuel Halaiwa, a investigação despoletou-se no contexto de várias denúncias de burla informática, através de falsos formulários de actualização do aplicativo bancário BAI Directo.
Para combater o fenómeno, o SIC realizou uma micro operação que culminou com a detenção de um grupo vulgarmente conhecido por "intermediários, mixeiros ou amarradores" que se dedicavam a venda de diversos produtos nas redes sociais.
Uma vez detidos, o SIC apurou em sede das investigações que a rede criminosa tem ramificações na província de Cabinda, de onde são provenientes os dois detidos, sendo que já estão identificados mais 24 integrantes, residentes em Cabinda, que criaram e estavam a gerir falsos perfis nas redes sociais (Facebook e WhatsApp), com imagens de mulheres atraentes e bastante jovens, e por esta via aliciavam as vítimas, preferencialmente portugueses, com mensagens, imagens e vídeos íntimos, sendo que na interacção, enviavam nudez e, do mesmo modo, solicitavam as vítimas que também procediam mandando vídeos e imagens dos seus órgãos genitais.
Após terem acesso a esses conteúdos comprometedores das vítimas, usavam-nos para chantagens e consequente extorsão, ameaçando difundir nas redes sociais. Para que tal não acontecesse, exigiam das vítimas valores monetários avultados que iam até 10 mil Euros.
Essas transferências, segundo a autoridade, eram feitas por via da Western Union, do Money Gram e de Bancos.
A referida rede criminosa, actuava também nos crimes de Burla informática, concretamente, através de falsos formulários de actualização da aplicação do BAI Directo, bem como em Burlas na venda de moeda estrangeira (Euro), utilizando falsos comprovativos de transferências bancárias.
No decurso da operação, o SIC apreendeu em posse destes dois telemóveis, um IPhone XS Max e um ZTE BLADE A54, contendo diversas informações da actividade criminosa nas redes sociais.
Salientar que os cidadãos detidos foram presentes ao Ministério Público, na sequência ao Juiz de Garantias, que aplicou-lhes a medida de coação pessoal mais gravosa, no caso a de prisão preventiva.









