Corpo de “Adidas” encontrado na Morgue Central com sinais de espancamento e ferimento de faca no coração
Um jovem identificado como Adí José, conhecido no mundo do crime como "Adidas", de 19 anos de idade, morador da rua Fiel, distrito do Kima-Kieza, município do Cazenga, foi encontrado sem vida na Morgue Central de Luanda, com sinais de espancamento e golpes de faca na região do coração, após estar desaparecido do seio familiar durante 11 dias.
Por: Mário Cunha
Segundo a mãe do malogrado, Helena Domingos, de 40 anos de idade, Adí ausentou-se de casa por volta das 4 horas da madrugada do dia 1 de Agosto do ano em curso, e nunca mais voltou.
A nossa entrevistada, conta que dia seguinte sentiu a falta do filho, por não receber nenhum telefonema dele, sendo habitual receber uma ligação quando se ausentasse ou acabava detido por qualquer situação criminosa.
“No terceiro dia foi o princípio de procuras desesperadas, andamos nas cadeias, mas sem sucesso. Ele quando ficava detido ligava para mim, já haviam se passado três dias e ele não ligava, fui a esquadra do Antenov, no comando municipal, na esquadra do Kima-Kieza, na décima, na esquadra do Hoji-ya-Henda infelizmente o nome não constava na lista dos detidos”, recordou, referindo que, nessa altura, já tinha avisado à sua família e do seu marido sobre o desaparecimento do jovem.
“Procuramos no hospital municipal do Cazenga, Somague e Cajueiros, neste último, fomos informados por um efectivo da polícia, sobre imagens fotográficas do corpo de um jovem nas imediações da escola Angola e Cuba”.
No entanto, diz a senhora, foi na Morgue Central de Luanda, onde encontraram o corpo do seu filho, sem vida, com sinais de espancamento e ferimento de golpe de faca na região esquerda do peito.
A família desconhece a razão que levou à morte do jovem, mas apontam o dedo acusador para o grupo de amigos.
Nos arredores da escola Angola e Cuba onde a nossa equipa seguiu para ter mais dados sobre o caso, ninguém sabe sobre o facto.
Adí, enquanto vida, esteve várias vezes detido, embora em alguns momentos trabalhasse como carregador de caixas de frescos, no mercado do Asa branca.
Os familiares do malogrado pedem justiça, e apelam ao Serviço de Investigação Criminal que trabalhe arduamente para encontrar os culpados. Este jornal sabe que o malogrado vai hoje a enterrar, no Cemitério de Viana.










