Amigo é suspeita - Jovem é encontrado morto no interior de sua residência no Golfe-02
Um jovem identificado por Figueiredo Pedro Manuel, de 28 anos de idade, residente no bairro Golfe-02, município de Kilamba Kiaxi, foi encontrado estatelado no chão de sua casa sem vida, mas com sinais de agressão, esta segunda-feira, por volta das 10 horas. As razões da morte estão por se apurar.
Por: Cambuta Vieira
“Na passada quinta-feira, por volta das 10 horas, o meu filho ligou-me, pois era uma constante ligar de manhã e de tarde, pelo que me espantou ter ligado só no período da manhã, coisa que me deixou preocupada e fez com que eu me deslocasse até ao seu local de trabalho”, contou a mãe do malogrado, Maria Domingos Manuel.
Na manhã seguinte, conta ainda a mãe, foram até ao seu estabelecimento comercial, mas postos lá, disseram que ainda não havia chegado, tendo aguardado até às 15 horas, mas ele não apareceu. “Saímos de lá, mas sempre insistíamos em ligar para o seu número, então combinei com a irmã mais velha, no sentido de, no sábado, ir até à casa dele”, contou.
No sábado, por volta das 09 horas, foram ao serviço dele, e não estava. “Decidi ir à casa dele; mas a vizinha disse não saber nada sobre ele, ainda assim, aconselhou os familiares a pularem o muro e, se for necessário, entrar pelo tecto”, fez saber Diazuzi Pedro Manuel, que pediu a um vizinho que pulasse pelo tecto, mas assim que ele tirou a chapa, gritou logo dizendo que o Bruno estava dentro e estendido; eu comecei logo a chorar", lamentou.
Imediatamente, a vizinha ligou para a polícia que, de imediato, apareceu, arrombou a porta e conseguiu entrar em casa. "Eu encontrei o meu irmão estendido no chão, com ferimentos na cabeça, sangrava nos ouvidos e no nariz, estava sujo, parecia alguém que lutou muito e os bolsos da calça estavam fora", descreveu.
A família refere que foram levados documentos pessoais, dinheiro, telefone e cartões multicaixa. Ferreira tinha viagem marcada para Portugal.
Suspeita recai sobre amigo de infância
A família suspeita de um amigo de infância, identificado por Adilson António Zua, mais conhecido por Dioclene, de 27 anos de idade. Bruno e Dioclene eram amigos há décadas, cresceram juntos no bairro Augusto Ngangula. No entanto, Bruno decide empreender no ramo do comércio. E dadas as circunstâncias financeiras, Dioclene separa-se da mulher, sem ter o que fazer, a vítima decide comprar uma motorizada e convida-o a viverem juntos e trabalhar com o seu meio rolante, no mês de Junho.
Depois de um mês de trabalho, o suposto homicida não ter apresentado nada ao patrão, e o seu comportamento não ser bom, o malogrado decide receber a motorizada e, também, o convidou a abandonar a casa, mas o amigo continuou a insistir que lhe desse mais uma oportunidade, o que o malogrado não aceitou.
Dioclene foi visto pelos vizinhos no bairro do Golfe e vigiava sempre a casa do malogrado durante esses dias, contaram os irmãos Diazuzi e Cortês.
A equipa deste jornal deslocou-se até à casa do acusado, e lá foi informada pelo irmão mais velho identificado por Joaquim António Zua, que as acusações não correspondem com a verdade, pois o seu irmão, desde o dia 07 de Agosto que se encontra na província de Malanje com a sua mãe doente.










