SIC-Luanda ‘desbarata’ grupo de marginais envolvido em mais de 40 crimes violentos
Efectivos do Serviço de Investigação Criminal em Luanda, através da sua Direcção Municipal de Belas, detiveram cinco bandidos com idades entre 18 e 41 anos, implicados no crime de associação criminosa, homicídio qualificado, ofensas graves à integridade física e roubos qualificados em estabelecimentos comerciais, residências e na via pública.
Por: Cambundo Caholua
Dos 45 crimes violentos em que o grupo está envolvido, destaca-se o de homicídio qualificado, ocorrido a meia-noite do dia 31 de Julho do ano em curso, no distrito urbano dos Ramiros, bairro dos Cajueiros, no interior de uma Hospedaria, em que foi vítima o cidadão que em vida atendia pelo nome Mário Daniel Sequeira, de 32 anos de idade, segurança do referido estabelecimento.
Tudo aconteceu quando os implicados surpreenderam os clientes que se encontravam no bar da Hospedaria, e começaram por efectuar dois disparos a queima-roupa contra o segurança, que teve morte imediata.
Em acto sequente, apossaram-se da arma de fogo do segurança e efectuaram outros disparos que atingiram o pé esquerdo de um dos clientes.
Após se apossarem dos bens de todos os clientes, na retirada, fizeram-se ao caixa do bar e subtraíram o valor 15 mil kwanzas.
No dia 19 do mês em curso, o grupo, numa outra acção, ocorrida no mesmo distrito, no bairro Tanque II, no interior de uma residência, os bandidos dispararam contra o pescoço de uma cidadã de 25 anos de idade.
A associação criminosa arrombou a residência da vítima, que estava acompanhada do esposo.
Durante a investida, o marido da jovem imobilizou um dos implicados, e um dos comparsas, na perspectiva de livrar o parceiro, efectuou um disparo que atingiu a lesada precisamente na região do pescoço.
Socorrida a uma unidade hospitalar, foi prontamente atendida, porém, o Na Mira sabe que a jovem mantém-se até ao momento sob cuidados médicos.
Do levantamento feito pelos operacionais do SIC, apurou-se que a quadrilha agia preferencialmente nos bairros do distrito Urbano dos Ramiros, e o seu modus operandi se consubstanciava no roubo qualificado de armas de fogo, que eram usadas nas acções criminais.
Desta acção, foram recuperadas duas armas de fogo do tipo AKM, um carregador e outros utensílios de uso doméstico.
Conheça os bandidos
O Na Mira do Crime sabe que a quadrilha é composta por seis elementos, liderados pelo bandido altamente perigoso identificado como "Yapapi" que se encontra foragido.
Actuavam em várias zonas de Luanda, com maior frequência nos municípios de Talatona e Belas, propriamente nos bairros Simione, Ramiros, Fubú, Bita e arredores.
Compõem o grupo os criminosos António Matias, "Bruno", de 18 anos de idade, que tinha como responsabilidade guardar as armas, Gomes Pedro, "Cafrique", de 41 anos de idade, que era o receptor dos meios roubados e, posteriormente, comercializar, todos detidos pelos operacionais do SIC-Belas.
Depois destes, segue os outros bandidos que, junto do líder da quadrilha "Yapipi", entravam no terreno e realizavam os assaltos.
Trata-se do marginal "Tabanhá", que também está em fuga, Pedro Gabriel, de 24 anos de idade, mais conhecido por "Me Escreve" e o seu primo Armando João, "Duas Horas", que já estão detidos.
A quadrilha realizava assaltos por escala, cada dia escolhia-se a dedo os elementos a entrar no ‘terreno’. Estes bandidos, estão envolvidos em 45 crimes diversos, entre homicídios, furtos, assaltos à mão armada, na via pública e em residências, assim como violação sexual.
Para além dos homicídios destaca-se o furto de uma arma do tipo AKM, realizada em casa de um efectivo das FAA.
"Nós só pulávamos os quintais, controlávamos os carros e os donos das casas e já conseguíamos notar quem era militar e quem era civil, se fosse militar nós não roubávamos, mas depois de o meu primo, Bruno, ter-me apresentado o Yapipi, que tinha arma, começamos a roubar com armas", revelou o bandido “Duas Horas”.
Sobre a morte do segurança e o disparo que realizaram numa hospedaria, "Duas Horas", contou o seguinte: “quando chegamos na hospedaria para neutralizar o segurança, fizemos já dois disparos e ele morreu na hora, depois 'congelamos' todos os clientes, um deles ao pegar o telefone, o meu amigo Yapipi pensou que ele estava a tirar pistola, e fez mais um disparo que atingiu na perna esquerda", descreveu.
Os implicados foram presentes ao Ministério Público e ao Juiz de Garantias, que determinou a medida de coacção mais gravosa – A Prisão Preventiva.
O SIC-Luanda reforça que o seu trabalho vai continuar em torno do seu objecto de trabalho – o Combate a Criminalidade e trazer segurança à população, de modo geral.









