Amarrou e jogou num tanque de água: Cidadã que matou filho de uma relação extraconjugal condenada a 25 anos de cadeia
O Tribunal de Comarca de Luanda “Dona Ana Joaquina”, condenou há instantes, a 25 anos de cadeia, a cidadã nacional Neodeth Pedro Laurindo, de 32 anos de idade, que no dia 26 de Junho de 2023, asfixiou os dois filhos de 3 e 5 anos de idade, e de seguida jogou-os num tanque de água, onde o mais velho, Aguinaldo Carlos “Tárcio”, acabou por perder a vida.
Por: Cambuta Vieira e Alfredo dos Santos Talamaku
Depois de três secções de audiência, e ficar provado que a homicida, sem remorso, decidiu colocar fim a vida do infeliz, achando que o menor seria o causador da sua separação, ficou provado que a assassina, manteve uma relação extraconjugal e engravidou do seu amante.
Sem saber o que fazer, decidiu atribuir a gravidez ao esposo. Depois de ter nascido o menor, gerou tanta suspeita, pois a aparência era bastante duvidosa, que fez com que o marido decidisse fazer o teste de DNA, que resultou naquilo que era desconfiado, contou uma fonte próxima da família.
A cidadã está obrigada a pagar uma taxa de justiça de 89 mil kz, e a indemnização de 800 mil kz para o pai, que cuidou do menor, visto que a situação financeira da mãe é precária.
O casal chegou a separar-se na altura, mas partilhavam o mesmo tecto. As agressões contra o pequeno Tárcio eram constantes.
No dia 26 do mês acima citado, a pequena Elizângela viu o seu irmão a ser severamente agredido pela mãe. Tendo-se apercebido que a pequena estava a assistir tudo, passou a ser também vítima das agressões.
Amarrou as duas crianças nos membros superiores e inferiores e atirou-as num tanque de água.
Elizângela, de três anos, sobreviveu, mas Tárcio teve morte imediata. Belarmino Andrade Domingos de 17 anos de idade, sobrinho da acusada, falou ao Na Mira do Crime do que assistiu na altura.
“Estávamos todos em casa com mais dois pedreiros e resolvi ausentar-me para acompanhar um colega de escola. Em 15 minutos, regressei à casa, a tia Arminda ao deparar-se comigo no portão, orientou-me para ir comprar um refrigerante na cantina", narrou, referindo que quando se aproximava do portão, a tia voltou a mandá-lo comprar outro refrigerante.
"No meu regresso, estranhamente, orientou-me para tomar banho, que ela estava de saída de casa e deixou orientações de que tão logo terminasse o banho, fosse observar as crianças na casa da vizinha, o que não era hábito", observou, revelando que, na vizinha, as crianças não estavam, pelo que regressou à casa.
"Aí, comecei a ouvir vozes de Elizangela, a chamar por mim, pedindo socorro mas não entendíamos de onde vinham, por isso, solicitei a colaboração dos dois pedreiros e começamos a procurar", informou, sublinhando que deram conta que ela estava no tanque de água, tendo um dos pedreiros mergulhado e resgatado a criança com vida, mas amarrada.
Já a de 05 anos não respirava e apresentava sinais de espancamento na testa, para além da fita na boca.
A menina afirma a pés juntos que foi a mãe que os amarrou e os jogou no tanque de água.










