Limpeza em Viana: Encapuzados deixaram seis corpos na Morgue Central de Luanda com ferimentos de bala na cabeça e no peito
Corpos de seis elementos tidos como altamente perigosos, foram encontrados, na última quarta-feira, 11, na Morgue Central de Luanda, com ferimentos de tiro na cabeça e no peito, após terem sidos retirados das suas residências, na madrugada de sábado, 7, por elementos não identificados, no bairro Caop-C, no município de Viana.
Por: Cambundo Caholua
De acordo com os familiares, tudo começou por volta das 3 horas da madrugada de sábado, 7, quando elementos encapuzados, munidos de armas de fogo, arrombaram duas residências, onde as vítimas se encontravam a dormir, na zona da Caop-C, tendo sidos levados para parte incerta.
Na primeira residência, contam, foram retirados os adolescentes Leonel Mário Junqueira, de 15 anos de idade, que foi atingido com dois tiros na cabeça, Artur Elavoko Tchivingue, de 15 anos de idade, foi alvejado com três tiros do peito, ao passo que o jovem Jucide René, de 26 anos de idade, foi atingido com três disparos, um do pescoço e dois do peito.
Os encapuzados, na segunda residência, levaram os jovens conhecidos por Sebastião Francisco José, de 20 anos de idade, baleado com um tiro do pescoço, Massala João Delson, de 17 anos de idade, e, por último o jovem “Boby”, altamente perigoso, e que estava foragido da sua residência, no município do Cazenga.
Os familiares alegam que as seis vítimas eram inocentes e que não tinham ligação com o mundo da criminalidade.
"Logo que chegaram perguntaram aos meus dois filhos e ao meu sobrinho onde estava o 'Jack', eles responderam que não sabiam, mas nem com isso, mesmo assim levaram o meu filho de 15 anos, o filho da minha esposa também de 15 anos e o meu sobrinho de 26 anos, todos inocentes, ninguém rouba", descreveu o senhor Santos Armando Junqueira, tendo concluído que o Jack era o único marginal e foi o culpado da morte dos filhos, sendo que o mesmo está foragido.
"Meu filho não era bandido, eles vieram às 3 horas, eu não saí com medo que iam também me matar, depois o meu filho só gritava pelo meu nome, Joaninha estão a me levar", contou dona Joana Domingos, mãe de Sebastião Francisco José.
O Na Mira do Crime apurou junto dos vizinhos que os três membros da mesma família, os dois menores, roubavam, mas um deles também era ajudante de kupapata.
Já os jovens Delson e José eram marginais bem conhecidos e perturbavam a comunidade na paragem da Boa Fé, ao passo que Boby, altamente perigoso, era procurado pela polícia, daí ter fugido do Cazenga e ter se refugiado em Viana, propriamente na Caop-C.
"As famílias sempre vão falar diferente, vão mesmo acudir os filhos, é só notares os amigos deles, esses todos são bandidos, revelou um vizinho dos malogrados sem ser identificado”.
"Mano, esses miúdos roubavam feio, isso que estão aí a falar que são inocentes, é tudo mentira, é porque são familiares, senão eram mesmo gatunos. Nós aqui passamos mal, haviam me roubado a carteira do bolso e lá tinha carta de condução e dinheiro", disse um moto-taxista.
"No dia do funeral isso vai pegar fogo, esses miúdos são todos bandidos", contou a jovem Lucrécia.
O Na Mira do Crime sabe que, para além dos seis jovens 'executados, segundo relatos, “os encapuzados” estavam acompanhados, naquela madrugada, de mais dois marginais identificados apenas por Jamanta e Zua, que davam pistas da localização das vítimas.
Por outro lado, no momento que o repórter deste jornal entrevistava os familiares, flagrou duas agressões físicas realizadas pelos amigos das vítimas, primeiro, contra uma rapariga supostamente amiga do Jack (marginal que os familiares acusam de ser o causador das mortes), segundo, contra um outro jovem que os mesmos alegavam também ser amigo do tal marginal.









