Na Maianga: “Calili” mata à pancada jovem de 22 anos por causa de Porco Índios
Carlos de Sousa Zua “Calili”, de 33 anos de idade, morador da zona Verde, Distrito Urbano da Maianga, município de Luanda, funcionário do restaurante Panela de Barro, está ser acusado de ter assassinado à pancada e arremessos de objectos contundentes (paus e ferros), o jovem Edmilson José, de 22 anos de idade, por causa de dois porco índio, que supostamente terão sumido do quintal do acusado.
Por: Kihunga Bessa e Solange Figueira
Anita António José, mãe do malogrado, falou em exclusiva ao jornal Na Mira do Crime, e explicou que o crime ocorreu na madrugada de sexta-feira, 13, quando a vítima convivia com amigos na janela aberta da Cassova.
“Ele encontrou o meu filho na Cassova e começou a acusar que ele roubou os Porco Índios do seu quintal, e ali mesmo começou agredir o meu filho, depois levou-o até ao seu quintal, onde continuou com às agressões com paus e ferros até terminar em morte", explicou a mãe do malogrado.
Ernesto Vunge, irmão da vítima, disse que o homicida é amigo da família, sendo que, três dias antes do homicídio, o acusado ainda esteve em casa da vítima.
"Não sabemos às motivações que levaram o Calii a matar o Milson, porque o meu irmão era pessoa de bem, quando bebia, tudo que fazia era ajudar o pessoal a transportar às coisas e deitar lixo para que lhe pagassem", lamentou.
Acrescentou que a família tomou conhecimento do caso apenas na manhã de sexta-feira, 13, e, diligências feitas em torno do caso, aperceberam-se que o homicida foi ajudado pelos seus dois sobrinhos, identificados como Sandro e Jaimilson, “e depois de matarem o meu irmão, retiraram o corpo do quintal e depositaram na rua, e o assassino colocou-se em fuga”, denunciou.
O Na Mira do Crime ouviu familiares do acusado, que por sinal vivem no mesmo quintal em que foi morto o Milson.
Eduardo Zua, primo do acusado, explicou que, por voltas da 1 hora da madrugada de sexta-feira, 13, ouviu barulho no quintal, e saiu para saber o que se tratava.
"Vimos o Calili agredir a vítima, todos tentamos acudir mas foi impossível, porque ele agredia qualquer um que lhe aproximasse, e não ouvia conselhos, daí deixamos e entramos nas nossas casas, e no dia seguinte tivemos a triste notícia que o Milson morreu", recordou.
Acrescentou que o assassino é reincidente em práticas de agressões, e recentemente quase matou o seu sobrinho à surra, deixando-o eficiente até a data presente.
Prometem ajudar as autoridades na localização do mesmo para a pague pelo crime que cometeu.
"Queremos justiça, acreditamos nas nossas autoridades", disse.
Este jornal sabe que os animais que o homicida procurava encontram se mesmo no quintal, daí que os amigos da vítima, revoltados, tentaram retaliar contra a resistência do homicida, que até ao momento da nossa reportagem encontrava-se vazia.
Segundo os familiares do malogrado, as autoridades local já dominam a situação e diligências estão a ser feitas para a localização do indivíduo.










