Efectivo do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros encontrado na via pública com a garganta cortada
Um efectivo do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, órgão afecto ao Ministério do Interior, de nome Gabriel Correia Martins, de 36 anos de idade, residente no bairro Calemba, distrito urbano da Maianga, município de Luanda, foi encontrado na via pública com ferimento na garganta, que resultou na sua morte horas depois numa unidade hospitalar.
Por: Cambuta Vieira
Segundo familiares que falaram em exclusivo ao Na Mira do Crime, tudo aconteceu por volta das 3 horas da madrugada de quarta-feira, 18, quando um vizinho da família terá encontrado o jovem estatelado na via pública, algures na Calemba e, ao reconhecer o jovem, socorreu-o até ao posto de saúde da polícia, localizado na Unidade de Reacção e Patrulhamento.
Dada a gravidade do ferimento, conta Joaquina Martins Correia, irmã do malogrado, o jovem foi transferido até ao Hospital Militar Central, onde acabou por morrer por volta das 11 horas.
"O meu irmão terá saído de casa às 15 horas do dia 17 (feriado), com a intenção de ir a uma festa de um amigo, no Rocha Pinto, mas isto também ouvimos por alto, porque não sabemos de que amigo se trata”, disse.
Neste mesmo dia, a esposa do malogrado estava de serviço, por isso o jovem terá saído de casa sem despedir ninguém.
“Por volta das 04 horas da manhã, a minha cunhada recebeu a informação sobre o sucedido, por intermédio do vizinho que ajudou o meu irmão a chegar até ao hospital”, contou.
A nossa entrevistada, explicou que a esposa do malogrado não conseguiu falar com o marido, porque assim que chegou ao hospital, o malogrado estava no bloco operatório, de onde saiu sem vida.
Gil Correia Martins, irmão do malogrado, explicou que, desde às primeiras horas que se apercebeu da situação, foi até ao Hospital Militar, e lá já havia uma equipa do SIC, que fazia o acompanhamento.
“Juntos removemos o corpo até a Morgue Central, eu estava no local quando o meu irmão estava a ser observado pela equipa médica, se fosse faca ou caco de garrafa, teria um buraco profundo, mas não, aquilo parecia um corte de lâmina, era muito extenso, se for faca então aquilo não penetrou, foi mesmo na forma de cortar", recordou.
Acrescentou que, perguntou ao amigo do irmão que o socorreu até ao hospital, visto que o corte foi na garganta, “como é que o falecido entregou-lhe a carteira e pediu que levasse até a irmã, e não disse quem fez isso com ele, respondeu que, na medida que o meu irmão andava, foi perdendo o fôlego, dai não poder ouvir mais nada".
“Como familiares não desconfiamos de ninguém, porque o meu irmão não tem problema nenhum, foi uma pessoa de trato fácil e sorridente, o que pedimos é justiça e que os autores do crime sejam encontrados”, exigiram.
Gabriel Martins Correia, deixa viúva e três filhos.










