Convívio na Ilha de Luanda termina em tragédia: Jovem assassinado com golpes de faca no coração e abdómen
Um cidadão nacional que em vida respondia pelo nome Hélder de Melo, de 28 anos de idade, morador da zona da Salga, distrito urbano da Ingombota, município de Luanda, foi assassinado com golpes de faca desferidos na região do peito e abdómen. O crime ocorreu na manhã de domingo, 22, há registo de outros dois feridos graves sendo: José António Vasco, de 29 anos de idade e Fofo Fonseca, de 21 anos de idade.
Por: Kihunga Bessa
De acordo com Fábio Fernando, primo do malogrado, o seu familiar e mais cinco amigos, ambos moradores da rua da "Salsa", Ilha de Luanda, deslocaram-se na noite de sábado, 21, até à zona do "Lelo" onde havia uma festa no centro recreativo "Rebita".
Após conviverem, já no dia seguinte, (domingo 22), por voltas das 5 horas, Hélder deixou o local e dirigiu-se a paragem de táxi, com a intenção de regressar à casa, no entanto, foi alertado que os seus amigos estavam a ser agredidos por um grupo de jovens do "Lelo", e este decidiu regressou para tentar mediar a situação, mas, acabou por ser a vítima mortal.
“O meu primo foi assassinado com golpes de faca na região do peito e abdómen pelo Kiame, um jovem de 21 anos de idade, que também é morador da Ilha de Luanda e que está foragido", denunciou.
Segundo o nosso entrevistado, os amigos do malogrado ainda tentaram socorrer a vítima, foi levado às pressas até ao Hospital do Prenda, mas não resistiu aos ferimentos e acabou por morrer.
António da Costa, pai de um dos jovens feridos, conta que, no mesmo dia do triste acontecimento, as autoridades policiais após tomarem conhecimento do caso, foram até às residências dos jovens que estão feridos e foram ambos detidos.
“Deixaram o assassino de fora e os agressores, e prenderam os jovens que estão gravemente feridos, estão desde domingo sem assistência médicas, a passo que o assassino está a deambular por aí", lamentou o pai.
Questionado sobre as motivações que terá levado a contenda entre os jovens, o nosso entrevistado avançou que especula-se que há uma certa rivalidade por causa “das ditas lutas de gangues que houve há cinco anos, em que jovens de um bairro não podiam entrar num outro bairro, mas, ainda assim não seria motivo para tirar a vida de alguém", disse.
A família do malogrado diz que, pelas informações que lhes foram passadas por pessoas próximas do suspeito, não é a primeira vez que o suposto homicida comete crimes, por supostamente ser considerado altamente perigoso, e beneficiar da protecção dos pais.
"Pedimos a liberdade dos nossos filhos e exigimos justiça", pediram os familiares dos jovens detidos.
Morosidade na abertura do processo
Cláudio Melo, irmão mais velho do malogrado, diz encontra algumas dificuldades em abrir o processo no departamento do SIC no município de Luanda.
"Fizemos a participação do crime ao SIC, mas até ao momento não temos o número do processo, há muita morosidade", reclamou.
O Na Mira do Crime contactou o Comandante Municipal de Luanda, Superintendente-chefe, Lázaro da Conceição, que esclareceu que de facto houve uma rixa entre dois grupos, que culminou com a morte de um dos integrantes.
O oficial fez saber que há um processo aberto desde às primeiras horas do ocorrido, por se tratar de um crime público.
Quanto aos indivíduos detidos, Lázaro justificou que os mesmos estão nas celas por envolvimento na rixa que culminou com a morte de Hélder, e informa que diligências estão a ser feitas no sentido de esclarecer o crime o mais rápido possível.
Este jornal sabe que o malogrado era chefe de um dos restaurantes da cidade de Luanda, e deixa viúva e dois filhos.










