Procurados há 4 anos: Burladores do aplicativo Internet Banking com contas no Dubai, África do Sul e Estados Unidos ‘caem’ nas mãos do SIC
A Direcção Central de Combate a Fraude Financeira e Fiscal, do SIC-Gera, deteve o cidadão Clemente do Romário Ngoma, de 30 anos de idade, natural de Cabinda, um dos mentores de burlas nas redes sociais e no aplicativo Internet Banking, bem como o seu comparsa Joel da Costa Mutangamena, de 28 anos de idade, ambos moradores do bairro Prenda, município de Luanda, acusados nos crimes de burla, furto de valores, associação criminosa e falsificação de documentos.
Por: Kihunga Bessa
De acordo com o Porta-voz do SIC-Geral, Superintendente-chefe, Manuel Halaiwa, para conseguirem consumar os crimes de burlas e furtos, os suspeitos usavam vários artifícios para ludibriar às vítimas.
“Estes elementos, através do aplicativo Internet Banking, em 2020, defraudaram um montante acima de 10 milhões de kwanzas a uma empresa, e através do mesmo aplicativo e de várias consultas, emitiram uma comunicação junto a referida empresa fazendo se passar de funcionários do Banco Sol, e solicitaram determinados código de acesso a este aplicativo, e por esta via defraudaram a empresa”, descreveu.
Para fugir o rasto, conta o oficial, os acusados usaram contas de terceiros.
“Além desta via, tinham uma outra forma de actuar, que era pagar pessoas para abrirem contas bancárias, para posteriormente serem eles os usuários, mediante acesso aos cartões multicaixa, que facilitavam as operações fraudulentas”.
Acrescentou que, decorridos quatro anos, o SIC em sequência Investigativa, por intermédio do rasto do fluxo financeiro onde estás contas foram utilizadas, foram localizados os seus titulares e a detenção daquele que é tido um dos mentores de burlas nas redes sociais e o seu amigo.
"Eles usavam principalmente o aplicativo Internet Banking, as redes sociais Facebook e WhatsApp, onde, através de um pedido de amizade, faziam-se passar por algumas entidades, e posteriormente prometiam a venda de determinados bens a preços baixos, e ali surgiam as fraudes", realçou.
Sublinhou que estes indivíduos têm um histórico de controlar várias contas bancárias em nome de terceiros, onde são transferidos montantes de dinheiro provenientes de burlas.
O responsável concluiu que em posse dos elementos foram encontrados vários cartões multicaixas, e que através dos seus telemóveis e por via de investigação feita, o SIC conseguiu apurar que eles têm uma extensão a nível do território nacional, com destaque para as províncias de Cabinda, Luanda e Huíla, e também com rastos em determinados pontos do mundo, concretamente no Dubai, África do Sul e Estados Unidos.
Em declarações exclusiva ao jornal Na Mira do Crime, o acusado conta que está nestas práticas desde 2020, e quanto ao modus operandi, os desvios eram feitos através de senhas de NET Bank, de vários Bancos, bastando para isso baixar o aplicativo certo, e testar nomes e palavras passes.
“Ao entrar, pesquisa o número, e depois é só ligar ao proprietário como se fosse funcionário do banco”, contou.
Sobre a percentagem dos valores que o mesmo dava para os proprietários das contas, diz variar, “depende da quantia que for burlado, mas desconheço a quantidade de pessoas que já burlei, também não faço ideia do dinheiro que já ganhei em quatro anos”, sentenciou.









