No Malueca: Jovem embriaga e mata o seu primo e à esposa à pancada por ciúmes
Um cidadão nacional que em vida respondia pelo nome Adolfo Gungo Hossi, de 38 anos de idade, residente do bairro Malueca, rua da igreja Católica, município de Cacuaco, foi torturado até à morte pelo seu primo, na madrugada de domingo, 06, quando se encontrava a passar a noite com a sua namorada num quarto arrendado.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Os factos contados ao Na Mira do Crime, pela Laurinda Celestina, de 23 anos de idade, namorada da vítima rezam que, a acção ocorreu um dia após a vítima ter se mudado do bairro Augusto Ngangula, onde vivia, na rua dos Três imbondeiros e fixou residência num quarto no Malueca, próximo da casa do seu primo, identificado apenas por 'Canguenga', acusado de ser o autor do crime.
Momentos antes, disse a namorada, na tarde de sábado, o malogrado e o suspeito ainda estiveram em convívio, uma vez que mantinham boas relações.
Na noite de sábado 05, dirigiram-se a casa e apresentou a cunhada, Laurinda Celestina, sua esposa.
Tão logo chegaram a casa, lembrou a namorada, o cunhado apresentou algum comportamento que indicava ser alguém violento.
"Conheci ele naquele mesmo dia, fui convidada pelo meu namorado a conhecer o quarto arrendado, tão logo chegamos, o cunhado tentou criar problemas com a sua esposa, mais tudo voltou ao normal, graças a conselhos que fomos dando", contou.
Passando algumas horas, continuou a nossa entrevistada, ele voltou espancou a mulher que, teve que ser acudida mais uma vez das mãos do agressor.
" Eu ainda chamei a atenção a esposa dele, notei que era muito alterado, não sei como conseguia conviver com alguém com atitudes agressivas, mas o Man Guga, conseguiu lhe acalmar outra vez, então jantamos e depois cada um foi para sua própria casa", disse, acrescentando que, por volta das zero horas de domingo, 06 foram despertados pelo primo, gritando por socorro porque a esposa estava a matá-lo.
"Era simulação, ele já havia espancado a mulher à ponto de perder os sentidos, e a escondeu, acordei o meu namorado, mas não tardou, ele foi a nossa janela e começou a gritar com ameaças de morte, alegando que o meu namorado violou sexualmente a esposa dele. Arrombou a janela com um bloco e conseguiu entrar, como eles haviam consumido bebidas alcoólicas, o meu namorado estava sem equilíbrio para se defender, tentei intervir, mas ele deu-me uma queda, corri para fora a pedir por socorro, mas ninguém apareceu", lamentou.
Não tendo domínio da zona e, com o intuito de localizar uma esquadra mais próxima, perdeu-se pelas ruas onde, conta, só não foi assaltada por sorte.
" Encontrei-me com bandidos, tentaram me violar, mas um deles notou que eu estava aflita a procura de alguma ajuda e, pediu aos outros que me deixassem ir, inclusive me deparei com uns homens que disseram ser do Serviço de Investigação Criminal (SIC), informei-os da situação, andamos um bocado de motorizada para indicar a casa, mas eu não conseguia me lembrar da rua, então deixaram-me na rua porque pensaram que eu fosse demente, mas não desisti em procurar ajuda", lembrou.
Após andar perdida pelas ruas, avistou um bar, cujo proprietário terá indicado os funcionários a conduzi-la a esquadra.
"Expliquei o caso na esquadra do Malueca, a policia tentou chegar comigo ao local, mas, mais uma vez não consegui reconhecer a rua, então, aconselharam-me a passar a noite na esqudra para nas primeiras horas da manhã voltar a procurar a casa", disse a jovem.
De manhã, contam os familiares, por volta das 05 horas, apareceram alguns moradores na esquadra do Malueca a informar sobre um cidadão que terá sido morto pelo esposo, e deixou a sua esposa gravemente ferida.
" Quando a polícia chegou ao local, ele já havia sido apanhado pela população, mas os vizinhos contaram que, foi encontrado a ouvir música com volume alto, como se nada tivesse acontecido, mas como haviam ouvido os gritos de madrugada, então, inspeccionaram a casa e se depararam com a triste situação", lamentaram.
"Quando chegamos ao local, ainda foi possível encontrar o corpo amarrado, quebrou vários ossos das pernas à ponto de estarem expostos para fora, a cara toda desfigurada e muito sangue no chão, e a expôs dele estava deitada no chão, foi socorrida, mas infelizmente também foi a óbito horas mais tarde, não sei como foi capaz de fazer tudo aquilo, eles eram bem chegados", descreveu um dos irmãos da vitima.
" Ele tem que assumir as consequências pelo crime que cometeu, a namorada do malogrado foi testemunha que em nenhum momento o nosso irmão violou a esposa do assassino, conforme ele declarou à polícia no Comando municipal de Cacuaco, vamos acompanhar o caso até o desfecho", promete a família.










