Jovem de 38 anos encontrado amarrado e sem roupas com ferimentos de bala no pescoço na Morgue Central de Luanda
Um cidadão nacional que em vida atendia pelo nome Kiako Elias Pululo Guilherme, mais conhecido por Santos, de 38 anos de idade, que residia no bairro da Nocal, Distrito Urbano do Hoje-ya-Henda, município do Cazenga, foi encontrado morto, amarrado, sem roupa e crivado com bala na região do pescoço, na manhã de sábado, 26, na Morgue Central de Luanda, após cinco dias desaparecido do seio familiar.
Por: Cambuta Vieira
Segundo familiares, tudo começou na manhã da última segunda-feira, 19, quando o infeliz recebeu uma ligação telefónica de um amigo, a pedir um encontro. Após sair de casa, o infeliz nunca mais voltou.
Esteves Bento, irmão do falecido, contou ao Na Mira do Crime que tomaram conhecimento da ausência de Kiako, na tarde de terça-feira, 22, uma vez que o telemóvel estava desligado, e isto deixou a família preocupada.
"Ficamos preocupados, ele não era de ficar muito tempo sem comunicação, foi assim que, na quarta- feira, começamos com as buscas, e fizemos o anúncio por intermédio das redes sociais", disse.
Na quinta-feira, conta, a família começou a procurar, enquanto uns foram para esquadras, outros foram nos hospitais, mas sem sucesso.
Na tarde de sábado, 26, durante o período da manhã, a irmã do malogrado foi surpreendida com uma ligação telefónica de um amigo do falecido, a partir do Sumbe, que informou que Kiako Guilherme mais um outro companheiro foram executados com tiros.
"Ligou para a minha irmã, a partir do Sumbe, Cuanza-Sul Sul, alguém que se identificou como amigo do nosso irmão e disse que o Kiako mais um outro companheiro foram mortos, presumivelmente, pela polícia", explicou.
O suposto amigo acrescentou que o outro elemento será enterrado na província do Cuanza-Sul Sul, e que o corpo de Kiako estava depositado na Morgue Central de Luanda.
"Fomos à morgue e de facto encontramos o nosso parente. Ele foi morto com disparo de arma de fogo, atingido na região do pescoço, não soubemos se foram quantos tiros, porque tem um buraco no pescoço, o Kiako estava sem roupa, as mãos e os pés estavam amarrados, o corpo estava em estado avançado de putrificação, o corpo saía bichos ", explicou em lágrimas o irmão.
Segundo o entrevistado, na Morgue Central, foram informados que quem levou os dois corpos à morgue foram efectivos da Polícia Nacional.
O que, para os familiares, levanta grandes suspeitas de ser a Polícia que executou os mesmos.










