Levados de Cacuaco por encapuzados: Supostos marginais executados no Cazenga com tiros na cabeça
Dois cidadãos nacionais que em vida atendiam pelos nomes Marcelo Jorge, ( Marci) e Silvio Manuel Cardoso( Silivi), ambos de de 25 anos de idade, moradores do bairro Boa Esperança l, Distrito Urbano do Kicolo, município de Cacuaco, foram executados com tiros na região da cabeça e do tronco, na madrugada de terça-feira, 05, por elementos encapuzados, depois de serem retirados do local onde dormiam.
Por: Kihunga Bessa
Segundo José Fernando, tio de "Marci", o crime ocorreu na madrugada de terça-feira,05, por volta das 04 horas, quando mais de cinco elementos encapuzados, munidos com armas de fogo, escalaram o muro do quintal da residência onde os dois amigos dormiam, e sequentemente arrombaram a porta do quarto em que eles estavam e anunciaram que seriam levados.
Explicou que no mesmo dia, a sua irmã ainda tentou saber juntos dos encapuzados para onde os mesmos seriam levados, mas, infelizmente, mandaram lhe fechar a porta sob ameaças de morte.
"Como não era a primeira vez a ser levado, pensamos que seria apenas para dar algum depoimento e regressaria logo, só que vimos que até às 8 horas ele não voltava", explicou.
Disse ainda que a família tomou conhecimento, primeiro, da morte de Silivi, algures no município do Cazenga, zona do Alfa 5, arredores do Kima Kieza, quando lá se deslocaram e encontraram o corpo dos dois amigos, crivados de balas.
Questionado sobre o comportamento do seu sobrinho, o tio explica que seus familiares lidavam apenas com amigos perigosos, mas nunca ouviram que ele roubou alguma coisa.
"Ele morreu na Inocência, os culpados eram os amigos", atirou.
Quem também falou para os microfones do Na Mira do Crime foi Manuel Cardoso, pai de "Silivi" que diz que no dia do infortúnio, os encapuzados lhe informaram que o seu filho era altamente perigoso.
" O meu filho apenas roubava telefones na rua, nunca teve arma de fogo muito menos assaltava em residências, e desde o ano passado ele deixou desta vida, e criou seu negócio na porta", defendeu, acrescentando que, ainda que fosse altamente perigoso, tinha que ser levado para cadeia para repreensão, e não matarem como se fossem cães.
Das informações colhidas nos locais de residência dos jovens, tomamos conhecimento que os indivíduos mortos eram perigosos, e realizaram assaltos com armas de fogo, e que já estavam a ser procurados pela polícia há muito tempo.










