Procura-se "Ciboy": Jogou gasolina na casa do amigo trancou as portas e ateou fogo quando este dormia
Um cidadão nacional que em vida respondia pelo nome Sebastião Pedro Congo (Mavraga), de 27 anos de idade, morador da Rua Brasileira, Bairro dos Ossos, Distrito Urbano do Ngola Kiluange, município do Cazenga, foi morto no passado dia 24 de Setembro do ano em curso, supostamente pelo seu amigo identificado no mundo do crime por "Ciboy", em companhia de dois comparsas.
Por: Kihunga Bessa
Durante a reportagem do Na Mira do Crime, Aníbal António Congo, tio do malogrado, informou que o seu sobrinho foi finalista do ensino médio no curso de Agronomia, na província do Bengo, e o crime ocorreu numa terça feira, 23 de Setembro do ano em curso, por volta das 23 horas, quando a vítima já se encontrava a dormir.
“O Ciboy que por sinal até era amigo dele de infância, e dois comparsas, jogaram combustível na porta e janela da residência do meu sobrinho e, consequentemente, trancaram as portas e janelas por fora e atearam fogo, acabando por queimar com gravidade o meu sobrinho”, denunciou.
“O meu sobrinho quando se apercebeu do fogo, lutou bastante para sair da residência, ele até conseguiu escapar, mas com uma queimadura do terceiro grau, ele ainda procurou saber quem eram, pós correr atrás dos indivíduos, identificou o seu amigo de infância em companhia de outros dois", revelou.
De acordo o familiar, face a gravidade da queimadura, o jovem foi imediatamente levado até ao Hospital Municipal do Cazenga, onde rapidamente foi transferido para o Hospital Neves Bendinha, onde permaneceu internado durante 15 dias, mas, infelizmente, acabou por morrer no dia 9 de Outubro do ano em curso.
Questionado sobre as motivações que levaram os amigos a protagonizar aquela acção, o tio do malogrado explicou que ambos terão se desentendido e brigado, daí que o acusado guardou rivalidade do amigo, passando a proferir ameaças de morte.
"Mas”, disse, “além disso, eles já sentiam ódio do meu sobrinho, porque tentava levar uma vida diferente em relação a deles, tanto é que um dia o malogrado terá ajudado a pagar a renda da casa do amigo autor do crime", contou.
Os familiares dizem que após o incêndio, no dia 27 de Setembro, dirigiram-se até a esquadra mais próxima onde participaram o caso, e estes, por sua vez, encaminharam o caso para o Comando Municipal do Cazenga onde lhes foi passado o número do processo, mas nunca chegaram a prender o principal suspeito.
Explicou que, sempre que fosse ao comando, a resposta era “aguarda”, até que, na terça-feira, 05, foram informados que o processo já tramita na PGR, e já há mandado de captura dos mesmos.









