Foram 14 disparos que perfuraram o corpo do 1° Subchefe do DIIP: Restos mortais de Inácio Vaz Contreiras repousam no cemitério do Benfica
Familiares, colegas e amigos testemunharam nesta quarta-feira, 04, o último adeus ao 1° Subchefe, João Inácio Vaz Contreiras, de 42 anos de idade, afecto à Direcção Nacional de Investigação de Ilícitos Penais, assassinado com 14 tiros, na madrugada de sexta-feira, 29, no município do Cazenga, por supostos elementos do SIC e da BINFOP, pertencentes a 17.ª esquadra, isto na rua dos Comandos.
Por: Kihunga Bessa
Inconsolável com a daquele que foi o pilar da família, diante dos microfones do jornal Na Mira do Crime, familiares e colegas da vítima, prometem continuar a acompanhar o processo até ver os assassinos de Inácio condenados.
Familiares do malogrado sentem-se desolados, pelo facto de até agora não serem devolvidos os bens levados no dia do crime.
" Nos apercebemos que foram detidos 8 elementos, presumíveis autores do crime, mas se realmente são eles onde estão os bens?", questionaram.
" Já há um processo aberto vamos continuar acompanhar o caso, e querem vê-los julgados e condenados pelo crime cometido", prometeram.
Questionados sobre o apoio por parte do órgão em que a vítima pertencia, o irmão do malogrado salientou que o DIIP apoiou apenas com um saco de arroz, um saco de fuba de milho, um saco de feijão de 25 kg, e uma caixa de óleo.
Acrescentou que a Direção de Investigação de Ilícitos Penais ainda se predispôs a entregar um caixão, mas rejeitaram por ser de pouca qualidade para quem que muito deu para a corporação, "preferimos comprar um melhor", revelaram.
Fonte da família que estiveram hoje na Morgue Central para lavar o corpo, explicaram que encontraram 14 perfurações de balas no corpo do malogrado, e não oito.
"Foram 14 tiros, eles tinham intenção de matar, dispararam sem dó, nem tiveram em conta que se tratava de um ser humano ", lamentaram.
Este jornal sabe que neste momento a maior preocupação dos familiares é saber como ficarão os filhos do polícia, visto que ainda são menores com as idades de 12 e 6 anos, sendo que a mãe (viúva), não trabalha, e vive numa casa de renda.
No cemitério do Benfica onde também esteve o Na Mira do Crime, familiares e colegas do malogrado, entoaram cânticos de polícias e choraram "amargamente " a morte prematura do efectivo da DIIP.
O Na Mira do Crime está em cima do caso, e promete trazer mais dados sobre o sucedido nos próximos dias.










