Fome! - Pai mata filho de 15 anos de idade por gastar um kg de fuba sem consentimento
Alexandre Justino António, de 15 anos de idade, foi morto à porrada pelo próprio pai por ter gastado um kg de fuba, sem consentimento, na rua do Abegá, bairro do 06, Distrito Urbano da Estalagem, município de Viana.
Por: Cambuta Vieira
O crime ocorreu às 12 horas de sexta-feira, 19, quando o pai identificado por Justino Handanga António, de 47 anos de idade, se encontrava no seu estabelecimento comercial e decidiu ir à casa, depois de se aperceber que o filho menor estava em casa com os amigos, fez saber o irmão, António Justino António.
"De manhã, fui ao encontro do pai no local de serviço e ajudei-lhe a pintar, depois começamos a comer e o pai perguntou se o malogrado estava em casa, eu disse que estava em casa na companhia dos amigos", contou, acrescentando que o pai ficou muito nervoso e saiu do estabelecimento todo chateado e foi até ao encontro do filho. "Posto lá, fechou a porta e socorrendo -se de um pau agrediu barbaramente o nosso irmão", descreveu.
Conta ainda que depois de ter-lhe agredido, o pai voltou ao serviço e pediu que o outro filho fosse constatar se o irmão já morreu. "Sem hesitar, dirigi-me à casa, onde encontrei o meu irmão em estado crítico', observou.
Disse que encontrou o irmão sem fôlego, a cabeça estava toda inflamada, os braços deslocados e estava deitado no cadeirão, e revelou que o pai o queria matar.
"Junto com os amigos, procuramos fazer os primeiros socorros, enquanto aguardávamos pelo transporte, passado uma hora, o pai me ligou para voltar ao estabelecimento e abandonar o doente", referiu, sublinhando que, com raiva pela atitude do pai, desligou o telefone e, na companhia de amigos, rumaram para o Hospital do Prenda, onde horas depois, veio a falecer.
António Justino António, em acto contínuo, fez saber que o pai não fazia o uso do álcool, mas era muito agressivo e perturbado. "O nosso pai é alguém que batia sempre em nós, por tudo e por nada. Dizia que se nós morrermos ele nos vai enterrar", revelou.
Por sua vez, José Vitorino, irmão do acusado, alegou que recebeu uma ligação deste, por volta das 17 horas, a confessar que tinha mais óbito, pois bateu no Sandro e acabou por morrer. "Estamos surpreendidos com essa informação, porque nós nunca nos apercebemos das agressões contra os filhos", confessou o irmão.
Justino Handanga António é separado da mulher e vivia com os três filhos. Depois do crime, fugiu para parte incerta. A situação já é do domínio da polícia da esquadra do Km 44.










