SIC “caça” três membros da mesma família acusados de abusar sexualmente menor de 14 anos no Nova Vida
Três cidadãos nacionais identificados por Délcio Michinge de 20 anos idade, Aurio Michinge de 22 anos e Justino Michinge de 24 anos de idade, todos membros da mesma família, são acusados de supostamente terem abusado sexualmente uma menor de 14 anos de idade, quando se encontrava de férias no projecto Nova Vida, município de kilamba kiaxi, na casa da sua madrinha.
Por: kihunga Bessa
Falando para a nossa reportagem, Ana Paula Sobral, mãe da vítima, explicou que a agressão sexual ocorreu no mês de Agosto do ano em curso, quando a sua filha foi à casa da madrinha gozar férias, onde encontrou os supostos Violadores, familiares do casal, que também gozavam férias na referida residência.
Segundo a mãe, após tomar conhecimento da situação, através da filha, imediatamente procurou as autoridades para registar a ocorrência, e buscar medidas legais contra os agressores, e foi aberto na 36ª esquadra do Comando do Kilamba Kiaxi o processo n°6541/024 sobre instrução do instrutor identificado como Aníbal.
“No dia seguinte realizamos exames médicos no laboratório de criminalística do SIC, e confirmaram a agressão sexual contra a menor”, disse a nossa entrevistada.
Contou que, depois da confirmação dos resultados dos exames, a procuradora daquela esquadra emitiu mandados de detenção contra os acusados.
“Daí o processo ficou parado, porque alegadamente a procuradora recebe várias ameaças dos seus superiores que são familiares dos acusados", acusou.
“A procuradora lamentou a situação, e disse-nos que o processo não vai andar porque tinha muita gente grande a querer abafar o caso", revelou a mãe.
Acrescentou que em função das diligências feitas por si, o pai de um dos agressores sugeriu negociar, mas esta rejeitou qualquer acordo, preferindo seguir com a denúncia e fazer cumprir a lei.
Fez saber ainda que o caso foi encaminhado para o Comando Municipal do Kilamba Kiaxi, e ficou nas mãos do procurador “Simão", que por sua vez transferiu o caso para o Comando Provincial da Polícia em Luanda, onde abriu-se um novo processo com n° 16496/024 vl.
Sentindo-se desamparada pelas autoridades e diante da impunidade dos violadores, faz um apelo público para que as autoridades competentes, inclusive a primeira-dama da República de Angola, Ana Dias Lourenço, interceda no caso, destacando a dificuldade que enfrenta como uma mulher de família humilde.
Revelou também que os agressores estão convencidos de que nada acontecerá, o que a deixa ainda mais angustiada, pelo facto de, o pai de um dos acusados ser procurador.
O caso não expõe apenas o sofrimento de uma mãe que luta pela justiça para sua filha, mas também serve como um alerta para a necessidade de respostas mais rápidas e eficazes por parte das autoridades, em casos de violência sexual contra menores.
Fonte deste jorna junto do SIC-Luanda fez saber que o caso está a ser devidamente acompanhado, que as diligências andam em bom caminho e nos próximos dias ou semanas os jovens serão detidos e levados à barra da justiça.









